A sessão da Câmara Municipal de Araçariguama, realizada nessa terça-feira, 17 de março, foi marcada por forte tensão política e críticas contundentes à condução do processo que resultou na aprovação do projeto de lei que concede aumento salarial a servidores públicos.
Apesar da aprovação da matéria — considerada essencial, especialmente para motoristas que aguardavam o reajuste desde novembro de 2025 — o que mais chamou atenção foram os bastidores da construção do projeto.
Isso porque o Poder Executivo convocou, na quarta-feira(11), apenas nove vereadores para analisar previamente a proposta, deixando de fora os parlamentares José Renato, Elton da Van e Iriana Nina. A exclusão gerou indignação e foi classificada pelos próprios vereadores como um desrespeito não apenas a eles, mas também ao eleitorado que representam.
A situação ganha ainda mais relevância pelo fato de que, segundo o vereador José Renato iniciou o debate sobre o tema da necessidade de reajuste salarial aos motoristas ainda em novembro de 2025. Mesmo assim, ele não foi chamado para participar da discussão final do projeto junto ao Executivo.
Durante a sessão, os três vereadores utilizaram a tribuna para manifestar insatisfação com a condução do processo. Eles reforçaram que foram eleitos pelo voto popular e, portanto, têm o direito e o dever de participar de decisões que impactam diretamente a população.
“Não se trata apenas de um convite, mas de respeito à representatividade. Quando um vereador é excluído, quem perde é a população que ele representa”, destacaram.
O vereador José Renato voltou a afirmar que, embora entenda a importância do projeto, não concorda com a forma como ele foi conduzido. Segundo ele, o Legislativo falhou ao não garantir a participação de todos os parlamentares em uma pauta de interesse coletivo.
Mesmo diante das críticas, os vereadores José Renato, Elton da van e Iriana Nina, votaram favoravelmente ao projeto. A decisão foi tomada para evitar prejuízos aos servidores, que aguardavam há meses pelo reajuste prometido.
“O servidor não pode pagar pela falta de diálogo entre os poderes”, reforçaram.
A sessão também foi marcada por um momento de tensão, quando o presidente da Câmara Paulo Vocov se exaltou ao responder às críticas, evidenciando ainda mais o clima de desgaste interno.
O episódio escancara uma possível divisão política no município e levanta questionamentos sobre a relação entre o Executivo e o Legislativo, especialmente no que diz respeito à transparência, ao diálogo e à igualdade de participação entre os vereadores.
A expectativa agora é de que situações como essa não se repitam e que haja maior respeito institucional, garantindo que todos os representantes eleitos tenham voz ativa nas decisões que impactam diretamente a população de Araçariguama.
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