Morador utilizou a tribuna para cobrar melhorias no atendimento da saúde pública, denunciar ausência de CAPS infantil e apontar supostas irregularidades de segurança em repartições municipais, incluindo falta de extintores e AVCB
Segundo o munícipe, a cidade conta apenas com atendimento do CAPS voltado ao público adulto, sem a existência de um CAPS infantil especializado para atender crianças e adolescentes com transtorno do espectro autista (TEA) e outras condições relacionadas à saúde mental. Durante a fala, ele afirmou que muitas famílias enfrentam dificuldades para conseguir acompanhamento adequado, terapias e suporte especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O morador destacou ainda que o acesso à saúde é um direito garantido pela Constituição Federal e criticou a ausência de políticas públicas voltadas ao atendimento especializado das crianças autistas em Araçariguama. Para ele, a falta de estrutura adequada compromete diretamente o desenvolvimento e a qualidade de vida das famílias que dependem do serviço público.
Além das críticas à saúde, o pai também denunciou problemas relacionados à segurança em prédios públicos municipais. De acordo com ele, diversas repartições estariam funcionando sem extintores adequados, com equipamentos vencidos e sem AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros), documento obrigatório que comprova condições mínimas de segurança contra incêndio.
O morador afirmou ainda que já protocolou denúncias junto ao Ministério Público e alegou que estaria ocorrendo “prevaricação” por parte da Casa de Leis, acusando os vereadores de não realizarem fiscalizações mais rigorosas sobre a situação dos prédios públicos. Segundo relatou na tribuna, o próprio Ministério Público teria informado que, caso houvesse pedidos formais de fiscalização por parte do Legislativo, algumas repartições poderiam até ser interditadas por irregularidades.
Durante o pronunciamento, o munícipe também questionou como prédios públicos seguem em funcionamento sem atender exigências básicas de segurança, colocando em risco servidores públicos, pacientes, crianças e moradores que frequentam os locais diariamente.
As denúncias repercutiram entre os presentes na sessão e voltaram a levantar discussões sobre a estrutura da saúde pública municipal, especialmente no atendimento às pessoas com deficiência e às famílias atípicas, além das condições de segurança dos equipamentos públicos da cidade.
Até o momento, a Prefeitura de Araçariguama e a Câmara Municipal não se manifestaram oficialmente sobre as denúncias apresentadas na tribuna.

