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Doenças transmitidas por alimentos estão ligadas a falhas domésticas de higiene, aponta estudo

Pesquisa com lares brasileiros revela que práticas rotineiras favorecem contaminação alimentar e adoecimento

Estado de São Paulo / Brasil A maioria dos surtos de doenças transmitidas por alimentos ocorre dentro das residências, e não em restaurantes ou estabelecimentos comerciais. É o que revela um estudo realizado em parceria com a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo, que analisou hábitos domésticos de higiene, manipulação e armazenamento de alimentos em lares brasileiros.

A pesquisa indica que pequenas falhas no dia a dia como descongelar alimentos fora da geladeira, não higienizar corretamente frutas e verduras ou lavar carnes cruas na pia criam condições favoráveis à proliferação de microrganismos e ao surgimento das chamadas Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar (DTHA).

Dados nacionais e internacionais preocupam

Segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde, cerca de 600 milhões de pessoas adoecem todos os anos no mundo após consumir alimentos contaminados — o equivalente a quase uma em cada dez pessoas.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 2014 e 2023, foram notificados 6.874 surtos de DTHA, resultando em 110.614 casos e 121 óbitos. As bactérias mais frequentes foram Escherichia coli (34,8%), Staphylococcus aureus (9,7%) e Salmonella (9,6%).
O principal local de ocorrência desses surtos foi o ambiente doméstico, responsável por 34% dos casos, quase o dobro do registrado em restaurantes e padarias (14,6%).

O que o estudo identificou dentro das casas

A pesquisa, publicada na revista científica Food and Humanity (Elsevier), ouviu cerca de 5 mil pessoas em todo o país por meio de questionário on-line e avaliou, na prática, o funcionamento de 216 refrigeradores domésticos.

Entre os principais achados:

  • 81% não utilizam bolsas térmicas para transportar alimentos refrigerados ou congelados do mercado;
  • 39,5% descongelam alimentos à temperatura ambiente;
  • 18,3% utilizam água para descongelamento;
  • Apenas 38% higienizam corretamente frutas e verduras;
  • 46,3% lavam carnes cruas na pia da cozinha, prática que favorece contaminação cruzada;
  • 24% consomem carnes malcozidas;
  • 17% consomem ovos crus ou malcozidos.

Segundo a professora Daniele Maffei, do Departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da Esalq, práticas como transporte sem refrigeração adequada e descongelamento fora da geladeira criam um ambiente propício ao desenvolvimento microbiano. “São hábitos comuns, mas que aumentam significativamente o risco de contaminação”, alerta.

Desigualdade sanitária e necessidade de educação

O estudo também identificou que a renda familiar influencia diretamente os hábitos de higiene e consumo de alimentos, evidenciando desigualdades nos padrões sanitários entre diferentes faixas socioeconômicas.

Para os pesquisadores, os dados reforçam a urgência de ações educativas contínuas, voltadas à segurança alimentar dentro das residências.
“Falhas significativas persistem nas práticas domésticas de segurança dos alimentos no Brasil. É fundamental investir em informação clara, acessível e preventiva para reduzir o adoecimento evitável”, conclui Daniele Maffei.

📌 Serviço à população orientações básicas

  • Higienize frutas e verduras corretamente antes do consumo;
  • Evite lavar carnes cruas na pia;
  • Utilize bolsas térmicas no transporte de alimentos refrigerados;
  • Descongele alimentos sempre sob refrigeração;
  • Cozinhe bem carnes e ovos;
  • Mantenha a geladeira entre 0°C e 10°C.

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MP pede Tribunal do Júri para julgamento do caso conhecido como “Massacre de Paraisópolis”

O Ministério Público de São Paulo reafirmou que os policiais militares acusados pelas mortes de nove jovens durante um baile funk em Paraisópolis, na Zona Sul da capital, devem ser julgados pelo Tribunal do Júri, insistindo no enquadramento por homicídio com dolo eventual e na soberania do júri popular para examinar o caso que ficou conhecido como “Massacre de Paraisópolis”. A nova manifestação foi apresentada à Justiça às vésperas da fase de alegações finais, em um processo que se arrasta há mais de seis anos e tornou-se símbolo da discussão sobre violência policial em periferias e responsabilização de agentes do Estado.

MP fala em “emboscada” e dolo eventual

Na petição encaminhada ao juízo da Barra Funda, promotores do MPSP sustentam que os 12 policiais atuaram com dolo eventual, ou seja, assumindo o risco de produzir as mortes ao cercar milhares de pessoas em um beco sem saída e lançar mão de táticas agressivas de dispersão em área sem rotas de fuga. O texto afirma que os agentes teriam agido por “torpe motivação”, com abuso de poder e prepotência, transformando a operação em “verdadeira emboscada” contra jovens que participavam de um evento cultural.

A acusação atribui aos PMs o crime de homicídio por dolo eventual em relação às nove vítimas fatais e de lesão corporal, também na forma dolosa eventual, em relação a outros 12 sobreviventes feridos na ação. Para o MP, o conjunto de provas, incluindo vídeos gravados por moradores e laudos periciais, afasta a tese de mera fatalidade decorrente de tumulto descontrolado.

O que aconteceu em Paraisópolis

O episódio ocorreu em 1º de dezembro de 2019, durante o tradicional Baile da DZ7, que reuniu mais de cinco mil pessoas em três ruas da comunidade: Rodolfo Lutze, Iratinga e Ernest Renan. Segundo a denúncia, viaturas, motos e policiais a pé entraram na área com a finalidade de dispersar o pancadão e, em seguida, bloquearam vias de acesso, forçando a multidão em direção à Viela do Louro, um beco sem saída.

Imagens compartilhadas nas redes mostram agentes desferindo golpes de cassetetes, usando bastões de ferro, garrafas, spray de pimenta e atirando bombas de gás e de efeito moral contra os frequentadores. Um dos policiais teria disparado um morteiro na direção da massa em fuga. Encurraladas, muitas pessoas foram prensadas umas contra as outras; laudo da Polícia Técnico-Científica indicou que oito jovens morreram por asfixia mecânica indireta e um por traumatismo, todos com idades entre 14 e 23 anos e nenhum morador de Paraisópolis.

Seis anos sem julgamento e pressão por júri popular

Os policiais se tornaram réus em 2021, após denúncia do Ministério Público contra 13 agentes, sendo 12 por homicídio doloso e um por expor a vida alheia a perigo mediante explosão; o processo de um dos acusados acabou desmembrado, restando 12 na ação principal. Desde então, foram realizadas oito audiências de instrução, com oitiva de testemunhas de acusação e defesa. Na última sessão, em novembro de 2025, apenas uma policial decidiu falar; outros 11 PMs permaneceram em silêncio.

Paralelamente, familiares das vítimas têm cobrado celeridade e a remessa do caso ao Tribunal do Júri, organizando atos em frente ao Fórum Criminal da Barra Funda e denunciando a demora como forma de impunidade. A Defensoria Pública informa que as famílias já receberam indenizações do Estado, pagas em 2021 por determinação do governo paulista, mas ressalta que a reparação civil não substitui a responsabilização penal.

Próximos passos na Justiça

Encerrada a fase de instrução, o processo entra agora na etapa de alegações finais por escrito, tanto da acusação quanto das defesas. A partir de março, caberá ao juiz decidir se pronuncia os policiais, enviando-os a julgamento pelo Tribunal do Júri, ou se opta pela impronúncia ou até por absolvição sumária, hipóteses que afastariam o exame dos fatos por jurados leigos.

A expectativa é que a decisão de primeiro grau seja proferida até meados do ano, embora sejam possíveis recursos de ambas as partes ao Tribunal de Justiça. Em manifestações anteriores, órgãos de direitos humanos, como Conectas e entidades ligadas ao controle de violência policial, já haviam defendido publicamente o júri popular como via adequada para um caso que envolve mortes atribuídas a agentes do Estado em contexto de operação ostensiva.

Narrativas em conflito

Os policiais, em suas versões, alegam que entraram em Paraisópolis perseguindo dois suspeitos de roubo em uma moto, jamais localizada, e que teriam reagido a agressões com paus, pedras e garrafas por parte de frequentadores do baile. Sustentam que o uso de cassetetes, balas de borracha, bombas de gás e de efeito moral se deu em legítima defesa e no cumprimento do dever legal, e que as mortes teriam ocorrido de forma acidental, por pisoteamento, em tumulto provocado por criminosos infiltrados.

Para o Ministério Público, porém, a dinâmica registrada em vídeos e descrita por testemunhas revela um padrão de violência desproporcional, com impedimento deliberado das rotas de fuga e uso de força em ambiente sabidamente superlotado, o que caracterizaria a assunção do risco de matar. Daí a insistência na tese de dolo eventual e no encaminhamento ao Tribunal do Júri, foro constitucionalmente competente para julgar crimes dolosos contra a vida.

Enquanto a Justiça se aproxima de uma decisão-chave, Paraisópolis permanece como cenário de um trauma coletivo não cicatrizado, em que a memória de nove jovens mortos em uma madrugada de baile funk se mistura à disputa jurídica sobre até onde pode ir a força do Estado quando entra, armado, nas vielas da cidade.

Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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Influenciadora afirma ter sido excluída de grupo escolar por vestimenta e levanta debate sobre limites e direitos das famílias

A influenciadora digital Juju Ferrari, de 37 anos, afirmou ter sido excluída de um grupo de WhatsApp ligado à escola de um de seus filhos após críticas relacionadas à roupa que utilizava ao levá-los para a aula. O episódio foi relatado por ela nas redes sociais e reacendeu o debate sobre liberdade individual, padrões de comportamento impostos às mães e os limites da atuação institucional no ambiente escolar.

Mãe de cinco filhos Tiago (16), Maria Eduarda (6), Antonella Maria (4), Antônio (3) e da recém-nascida Maria Catarina Juju transformou sua rotina familiar em um reality digital intitulado “Juju +5”, no qual registra o cotidiano da maternidade sem edição ou idealização.

Maternidade real como conteúdo digital

No primeiro vídeo do projeto, a influenciadora mostra uma manhã comum em sua casa: filhos sendo chamados, mochilas sendo organizadas, atrasos, improvisos e decisões tomadas em tempo real. O registro expõe a dinâmica caótica típica de famílias numerosas e serve como pano de fundo para a proposta do reality, que, segundo Juju, busca mostrar a maternidade como ela acontece de fato.

“Quando você cria cinco filhos, a vida não é organizada o tempo todo. É barulho, correria e improviso, e isso também é maternidade”, afirmou.

Exclusão de grupo escolar e questionamentos jurídicos

Segundo Juju Ferrari, a forma como se veste para levar os filhos à escola foi alvo de comentários críticos por parte de outros responsáveis, culminando em sua exclusão de um grupo de comunicação ligado à instituição. A justificativa apresentada teria sido o uso de roupas consideradas “inadequadas”.

Do ponto de vista jurídico e de compliance educacional, o caso levanta questionamentos relevantes:

  • Grupos de WhatsApp escolares não substituem canais oficiais de comunicação institucional;
  • A exclusão de responsáveis pode configurar tratamento discriminatório, dependendo do contexto;
  • A legislação educacional não prevê controle sobre vestimenta de pais ou responsáveis, salvo em situações excepcionais ligadas à segurança ou ao funcionamento da escola;
  • O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) assegura o direito à convivência familiar e ao acesso à educação sem constrangimento indevido às famílias.

Especialistas em direito educacional costumam destacar que normas internas devem ser claras, formalizadas e aplicadas de forma isonômica, evitando julgamentos subjetivos ou morais.

Pressão social sobre mães no ambiente escolar

A influenciadora afirmou que o episódio reflete uma cobrança constante sobre o comportamento materno, especialmente no ambiente escolar.

“Quem tem um filho já sabe que o tempo é curto. Imagina quem tem cinco. A gente sai de casa do jeito que dá, tentando dar conta de tudo”, relatou.

A exposição do caso também toca em um ponto sensível do debate público: a expectativa social sobre a imagem das mães, frequentemente mais rigorosa do que a aplicada a pais ou responsáveis do sexo masculino.

Exposição e responsabilidade:

Ao levar o tema para as redes sociais, Juju afirma que não busca provocar a instituição ou outras famílias, mas expor situações que considera comuns e pouco discutidas.

“Não é sobre provocar. É sobre mostrar como a vida realmente acontece”, concluiu.

O caso ilustra como conflitos cotidianos podem ganhar dimensão pública no ambiente digital, reforçando a importância de protocolos institucionais claros, comunicação responsável e respeito aos direitos individuais, especialmente quando envolvem crianças e ambientes educacionais.

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Cientistas identificam molécula no espaço que reforça teorias sobre a origem da vida

Pesquisadores internacionais identificaram no espaço interestelar a maior molécula orgânica contendo enxofre já observada fora da Terra, um achado que fortalece as hipóteses científicas sobre a origem cósmica dos componentes fundamentais da vida. A descoberta foi publicada na revista Nature Astronomy e envolve observações realizadas em uma nuvem molecular próxima ao centro da Via Láctea.

A molécula detectada 2,5-cicloexadieno-1-tiona contém 13 átomos e é formada por enxofre, carbono e hidrogênio. O enxofre é considerado um elemento-chave para a vida, pois participa da estrutura de aminoácidos, proteínas e enzimas essenciais aos organismos terrestres. No entanto, apesar de ser o décimo elemento mais abundante do Universo, sua presença em moléculas orgânicas complexas no espaço sempre foi considerada surpreendentemente rara.

Segundo os cientistas, essa identificação ajuda a preencher uma lacuna histórica entre as moléculas simples encontradas no meio interestelar e os compostos orgânicos complexos já detectados em cometas e meteoritos que atingiram a Terra ao longo de bilhões de anos.

Um “elo perdido” da química da vida

De acordo com Mitsunori Araki, pesquisador do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre e autor principal do estudo, o achado resolve parte de um enigma antigo da astrobiologia.

“O enxofre chegou à Terra vindo do espaço há muito tempo, mas encontrávamos poucas moléculas grandes contendo esse elemento no meio interestelar. Isso sempre foi estranho. Essa descoberta mostra que elas existem e podem ser mais comuns do que se imaginava.”

Antes dessa detecção, a maior molécula interestelar com enxofre conhecida possuía apenas nove átomos. A maioria das demais identificadas continha três a cinco átomos, o que limitava a compreensão sobre como estruturas químicas mais complexas poderiam se formar antes do surgimento dos planetas.

Onde a molécula foi encontrada

A substância foi identificada dentro da nuvem molecular G+0,693–0,027, localizada a cerca de 27 mil anos-luz da Terra, próxima ao centro da galáxia. Nuvens moleculares são regiões frias e densas de poeira e gás, consideradas verdadeiros berçários estelares, onde novas estrelas e sistemas planetários se formam.

Para Valerio Lattanzi, também pesquisador do Instituto Max Planck e coautor do estudo, esse detalhe é crucial:

“Os ingredientes químicos presentes nessas nuvens acabam sendo incorporados aos planetas que se formam. Entender essa química é fundamental para compreender como a vida pode surgir.”

Como a molécula foi detectada

Os cientistas reproduziram a molécula em laboratório por meio de descargas elétricas aplicadas ao tiofenol, um composto contendo enxofre, carbono e hidrogênio. A partir disso, obtiveram uma assinatura espectral extremamente precisa, comparando-a com dados coletados por radiotelescópios na Espanha, como o IRAM-30m e o Yebes.

Esse método permitiu confirmar a presença da molécula na nuvem molecular observada, validando a descoberta com alto grau de confiabilidade científica.

Implicações para a vida fora da Terra

Especialistas independentes destacam que o achado amplia significativamente as perspectivas sobre a existência de vida em outros pontos do Universo. A presença de moléculas orgânicas complexas em regiões distantes da galáxia indica que os processos químicos que antecedem a vida não são exclusivos do Sistema Solar.

Para a cientista Sara Russell, do Museu de História Natural de Londres, o resultado é revelador:

“Encontrar essas moléculas tão longe da Terra sugere que processos semelhantes podem estar ocorrendo em muitos outros lugares do Universo, tornando a existência de vida fora do nosso planeta mais plausível.”

Já para pesquisadores da área de química e astrobiologia, o enxofre ocupa um papel especial por permitir reações químicas mais diversas do que aquelas baseadas apenas em carbono, oxigênio e nitrogênio ampliando o leque de ambientes onde a vida pode emergir.

Um Universo quimicamente mais rico do que se imaginava

Há poucas décadas, acreditava-se que moléculas complexas não resistiriam às condições extremas do espaço. Hoje, com telescópios mais avançados, a ciência já catalogou mais de 300 moléculas interestelares, algumas com dezenas de átomos.

A nova descoberta reforça a ideia de que a química do Universo é muito mais rica, resiliente e promissora do que se supunha e que os ingredientes da vida podem estar espalhados por toda a galáxia, aguardando apenas as condições certas para se organizar.

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Ano letivo de 2026 começa na rede estadual de São Paulo com mudanças no Ensino Médio e novos programas


Expansão do Ensino Médio Técnico, ampliação do BEEM e início do modelo cívico-militar integram as principais novidades do calendário escolar

O ano letivo de 2026 da rede estadual de ensino de São Paulo tem início em 2 de fevereiro e envolve mais de 3,1 milhões de estudantes matriculados em cerca de 5 mil unidades escolares. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo estruturou o novo ciclo com mudanças voltadas à ampliação do ensino técnico, reforço da aprendizagem e reorganização da gestão escolar.

Entre as principais medidas está a expansão do Ensino Médio Técnico, que alcança 231 mil matrículas em 2.212 escolas da rede estadual. O número representa um crescimento significativo em relação a 2023, quando havia cerca de 35 mil vagas. O portfólio de cursos foi ampliado para 11 opções, incluindo novas formações em eletrônica e meio ambiente, além de áreas como administração, ciência de dados, enfermagem, logística e desenvolvimento de sistemas. Há ainda cursos ofertados em parceria com o Senai-SP e o Senac-SP.

Outro destaque é a ampliação do Programa BEEM (Bolsa Estágio Ensino Médio), que permite a estudantes da 2ª e 3ª séries do itinerário técnico atuar como estagiários em empresas parceiras. Em 2025, o programa registrou cerca de 10 mil contratos ativos, com bolsas mensais que variam conforme o curso. A previsão é de abertura de até 30 mil novas oportunidades ao longo de 2026.

O início do modelo Escola Cívico-Militar marca uma mudança estrutural na rede. Cem unidades, distribuídas em 89 municípios, passam a operar nesse formato, oferecendo vagas no Ensino Fundamental e Médio. As escolas seguem o Currículo Paulista e contam com apoio de monitores para ações de disciplina, acolhimento e promoção de valores cívicos. Os profissionais vinculados ao programa são avaliados periodicamente por direções escolares e estudantes.

Na área pedagógica, a Seduc-SP ampliou o programa de tutoria e recomposição de aprendizagem para estudantes do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, com foco em língua portuguesa e matemática. Nos anos finais, o número de escolas participantes foi ampliado, priorizando alunos com maior defasagem nas disciplinas estruturantes.

Alfabetização e gestão escolar
Os dados mais recentes do programa Alfabetiza Juntos SP indicam avanço nos índices de leitura. Avaliação aplicada ao fim de 2025 mostrou que 76% dos estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental apresentaram leitura adequada para a idade. O programa reúne ações como avaliações periódicas, materiais didáticos, plataformas digitais e formação continuada de professores, em parceria com os municípios paulistas.

Outra mudança relevante para 2026 é a reorganização das equipes gestoras. O número de diretores, coordenadores e vice-diretores passa a variar conforme o porte da escola. Unidades menores passam a ter quadro mínimo garantido, enquanto escolas com maior número de matrículas contam com ampliação progressiva da equipe. Todas as unidades passam a ter, no mínimo, dois agentes de organização escolar.

Serviço ao leitor:
Informações detalhadas sobre calendário escolar, programas educacionais e organização das unidades podem ser consultadas nos canais oficiais da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.

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Anvisa amplia regras para cannabis medicinal e autoriza manipulação em farmácias

Nova resolução expande vias de uso, amplia perfil de pacientes e permite produção e manipulação no país sob prescrição médica

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou uma resolução que atualiza o marco regulatório das terapias à base de cannabis no Brasil, ampliando o acesso de pacientes, autorizando novas formas de administração e permitindo a manipulação desses produtos em farmácias, desde que haja prescrição individual.

A norma revisa regras em vigor desde 2019 e resulta de processo de Análise de Impacto Regulatório conduzido pela agência. Entre as mudanças, estão a ampliação das vias de administração permitidas que passam a incluir, além das formas oral e inalatória, as vias bucal, sublingual e dermatológica.

Segundo a Anvisa, as decisões se basearam em evidências científicas que indicam benefícios farmacocinéticos, como maior biodisponibilidade dos canabinoides nas vias bucal e sublingual, ao evitar o metabolismo hepático inicial, e menor risco sistêmico na via dermatológica.

Ampliação do perfil de pacientes
A resolução também altera os critérios para o uso de produtos com concentração de tetrahidrocanabinol (THC) acima de 0,2%. Antes restrito a pacientes em cuidados paliativos ou com condições irreversíveis ou terminais, esse uso passa a ser permitido também para pessoas com doenças debilitantes graves, conforme avaliação médica.

A mudança amplia o alcance terapêutico desses produtos e atende demandas de pacientes com quadros clínicos complexos que não se enquadravam nos critérios anteriores.

Impacto social e debate sobre custos
Entidades da sociedade civil avaliam que o avanço regulatório representa um passo relevante, mas destacam que o acesso econômico permanece como desafio central. Para Autistas Brasil, a ampliação normativa precisa ser acompanhada de políticas públicas que enfrentem o alto custo dos tratamentos.

De acordo com a entidade, terapias à base de cannabis costumam integrar cuidados contínuos, especialmente em casos associados a epilepsias, distúrbios do sono, ansiedade, dor crônica e sofrimento psíquico, o que torna o preço um fator decisivo para a adesão ao tratamento.

Produção, manipulação e autonomia nacional
Outra mudança relevante é a autorização para que farmácias de manipulação produzam medicamentos à base de cannabis mediante prescrição individualizada. A norma também permite a importação da planta ou de seus extratos para fins de fabricação nacional, o que pode contribuir para redução de custos e maior autonomia produtiva no setor farmacêutico.

Comunicação e publicidade
No campo da comunicação, a resolução flexibiliza parcialmente a divulgação desses produtos. A publicidade, antes vedada, passa a ser permitida de forma restrita, exclusivamente para profissionais prescritores, limitada às informações de rotulagem e aos materiais informativos previamente aprovados pela Anvisa.

Especialistas e entidades de pacientes avaliam que o alcance social da nova norma dependerá da implementação de políticas complementares que garantam preços acessíveis, estímulo à produção nacional e inclusão de populações que dependem desses tratamentos de forma contínua.

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Suspeito é preso após furto em unidade de saúde em Diadema

Ocorrência em UBS foi atendida pela Polícia Civil; caso segue sob apuração

Um suspeito foi preso após um furto registrado em uma unidade básica de saúde (UBS) no município de Diadema, na Região Metropolitana de São Paulo, em 27 de janeiro de 2026. A informação foi divulgada pela Polícia Civil do Estado de São Paulo, responsável pelo atendimento da ocorrência.

De acordo com a Polícia Civil, a prisão ocorreu após diligências relacionadas ao furto cometido no interior da unidade de saúde. O suspeito foi localizado e encaminhado para os procedimentos legais cabíveis. As circunstâncias do fato e a eventual participação de outras pessoas permanecem sob investigação.

O caso ganhou atenção pública por envolver um indivíduo com histórico de exposição midiática, elemento que não altera os procedimentos legais adotados pelas autoridades nem substitui a apuração técnica dos fatos.

Furtos em equipamentos públicos, como unidades de saúde, afetam o funcionamento dos serviços e a segurança de usuários e profissionais. A atuação policial nesses casos busca coibir a reincidência e preservar o atendimento à população.

Andamento da apuração:

Segundo a corporação, o suspeito permaneceu à disposição da Justiça após o registro da ocorrência. A investigação segue para esclarecer a dinâmica do furto e a responsabilidade penal, conforme o devido processo legal.

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Haddad passa a ser tratado como principal opção do PT para o governo de São Paulo

Desempenho eleitoral em 2022 e ausência de nomes competitivos no estado intensificam articulações internas para 2026

Mesmo declarando publicamente que não pretende disputar eleições em 2026, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, passou a ser tratado internamente como a principal alternativa do PT para a disputa pelo governo de São Paulo. O movimento ocorre no contexto das articulações nacionais do partido e do governo federal para estruturar palanques considerados estratégicos no maior colégio eleitoral do país.

De acordo com informações divulgadas por veículos da imprensa nacional, dirigentes do PT e integrantes do Palácio do Planalto avaliam que a ausência de um nome competitivo em São Paulo pode fragilizar a estratégia eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em uma eventual campanha à reeleição.

Internamente, o partido trabalha com a leitura de que a candidatura de Haddad ao Palácio dos Bandeirantes, em 2022, teve papel relevante no desempenho de Lula no estado na disputa presidencial. Naquele pleito, Haddad foi derrotado por Tarcísio de Freitas, mas obteve votação expressiva, enquanto Lula ampliou significativamente o total de votos em São Paulo em comparação com 2018.

Impacto político

A avaliação predominante entre aliados do governo é que, mesmo diante da dificuldade de vitória contra o atual governador, uma candidatura competitiva ao governo paulista pode evitar uma reeleição confortável em primeiro turno, cenário considerado desfavorável ao projeto nacional do PT.

Nesse contexto, lideranças governistas discutem a possibilidade de escalar ministros com maior densidade política para disputas estaduais estratégicas, formando um conjunto de opções para governo, vice-governadoria, Senado e suplências. Entre os nomes mencionados nas conversas internas estão Simone Tebet, Marina Silva, Márcio França e o vice-presidente Geraldo Alckmin.

Dinâmica interna do governo

Segundo interlocutores do Planalto, caberá ao presidente Lula a decisão final sobre a composição das chapas, mas o governo tem adotado uma estratégia de ganhar tempo, mantendo as conversas em aberto enquanto busca evitar a fragmentação do campo político alinhado ao governo federal.

Haddad, por sua vez, tem reiterado que prefere atuar na coordenação da campanha presidencial e na formulação do programa de governo. Em declarações públicas, o ministro afirmou não descartar o diálogo com o partido e com o presidente, mantendo aberta a possibilidade de reavaliação de sua posição conforme o avanço do calendário eleitoral.

Pressões públicas e bastidores

A defesa mais explícita do nome de Haddad partiu do ministro da Educação, Camilo Santana, que afirmou, em entrevista à imprensa, que a eventual candidatura do ministro da Fazenda deve ser compreendida como parte de um projeto nacional, e não como decisão individual.

Ao mesmo tempo, aliados do governo avaliam que mudanças no cenário político paulista, como a desistência de Eduardo Bolsonaro de disputar o Senado, podem influenciar a composição das chapas e as estratégias para fortalecer a presença governista no estado.

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CDHU abre inscrições para o festival musical “Raízes da Zona Leste”

Chamamento gratuito valoriza artistas da Zona Leste e moradores de conjuntos habitacionais; apresentações acontecem em abril de 2026

São Paulo, 26 de janeiro de 2026 A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano abriu nesta segunda-feira (26) as inscrições para o festival Raízes da Zona Leste CDHU em busca de novos talentos musicais, iniciativa que busca revelar e valorizar artistas da Zona Leste da capital e moradores de conjuntos habitacionais da Companhia. A participação é gratuita e o prazo para inscrição vai até 22 de fevereiro de 2026.

O festival integra o projeto Zona Leste Somos Nós, que amplia a atuação da CDHU para além da política habitacional, incorporando ações de inclusão social, fortalecimento comunitário e valorização cultural nos territórios onde a Companhia está presente.

A proposta é reconhecer a produção artística local como ferramenta de identidade, expressão social e transformação urbana, dando visibilidade a talentos que muitas vezes não encontram espaço nos circuitos tradicionais da indústria cultural.

Quem pode participar

Podem se inscrever:

  • artistas solo, duplas, bandas, grupos musicais ou corais;
  • representantes dos gêneros Funk, Trap, Gospel, Pagode e Samba;
  • artistas com vínculo comprovado com a Zona Leste há mais de 5 anos;
  • moradores de conjuntos habitacionais da CDHU, em qualquer região da cidade.

Para validar a inscrição, os participantes devem enviar vídeos de performance, material autoral com referências às questões sociais e urbanas da Zona Leste e documentação exigida no edital.

Os selecionados na primeira fase se apresentarão em abril de 2026, em evento promovido pela Companhia.

Ao incentivar a produção cultural periférica, o festival promove acesso à cultura, reconhecimento de talentos locais e fortalecimento de vínculos comunitários, especialmente em territórios historicamente marcados pela desigualdade de oportunidades.

A iniciativa reforça a cultura como instrumento de cidadania, pertencimento e desenvolvimento social, conectando arte, território e políticas públicas.

Serviço ao leitor

Festival: Raízes da Zona Leste CDHU em busca de novos talentos musicais
Inscrições: de 26 de janeiro a 22 de fevereiro de 2026
Quem pode participar: artistas da Zona Leste e moradores de conjuntos da CDHU
Gêneros: Funk, Trap, Gospel, Pagode e Samba
Inscrição: gratuita
Onde se inscrever: www.cdhu.sp.gov.br
Edital: disponível no site da CDHU
Apresentações: abril de 2026

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