

Setor registra quinto ano consecutivo de expansão, segundo o IBGE
O Brasil encerrou 2025 com alta de 4,6% nas atividades turísticas em relação a 2024, alcançando o maior nível da série histórica iniciada em 2011. O dado consta no Índice de Atividades Turísticas (Iatur), divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dentro da Pesquisa Mensal de Serviços.
Com o resultado de dezembro, o setor ficou 13,8% acima do patamar pré-pandemia de covid-19, registrado em fevereiro de 2020, antes do início das restrições sanitárias e comerciais no país.
O Iatur reúne 22 das 166 atividades de serviços investigadas na pesquisa, incluindo hotéis, agências de viagens, serviços de bufê e transporte aéreo de passageiros.
Série histórica e recuperação pós-pandemia
O crescimento de 2025 marca o quinto ano seguido de expansão do setor. O comportamento do índice nos últimos anos foi o seguinte:
- 2020: -36,7%
- 2021: 22,2%
- 2022: 29,9%
- 2023: 7,2%
- 2024: 3,6%
- 2025: 4,6%
A retração de 2020 está associada aos impactos da pandemia de covid-19. Já o crescimento expressivo em 2021 e 2022 reflete o processo de retomada das atividades econômicas após a crise sanitária.
Segmentos que impulsionaram o resultado
De acordo com o IBGE, o avanço de 2025 foi influenciado principalmente pelo aumento de receita nos segmentos de transporte aéreo de passageiros, serviços de bufê, reservas de hospedagem e hotéis.
A pesquisa reúne informações de 17 unidades da federação: Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Goiás, Distrito Federal, Amazonas, Pará, Mato Grosso, Alagoas e Rio Grande do Norte.
Em 2025, 14 localidades apresentaram crescimento. O resultado nacional foi influenciado principalmente por São Paulo (3,9%), Paraná (5,5%), Bahia (6,6%), Rio de Janeiro (10,8%) e Rio Grande do Sul (11,4%).
Embora não tenha registrado a maior taxa percentual de crescimento, São Paulo exerceu a principal influência no cálculo do índice, em razão do peso econômico do estado no setor de serviços.
Minas Gerais (-4,4%), Mato Grosso (-1,2%) e Goiás (-0,4%) encerraram o ano com retração.
Impacto da COP30 no Pará
O Pará, que sediou em novembro a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), registrou expansão de 7,8% em 2025, acima da média nacional.
Segundo o IBGE, a conferência teve impacto relevante, mas de duração limitada, o que explica o crescimento inferior ao observado em 2024, quando o estado havia registrado alta de 9,7%.
Desempenho do setor de serviços
Considerando o setor de serviços como um todo que abrange 166 atividades o IBGE identificou crescimento de 2,8% em 2025, também no quinto ano consecutivo de expansão.
Entre os segmentos com maior influência no resultado estão portais e provedores de conteúdo na internet, transporte aéreo de passageiros, transporte rodoviário de cargas, publicidade e desenvolvimento e licenciamento de programas de computador.
Com o desempenho de dezembro, o setor de serviços ficou 0,4% abaixo do maior nível já registrado, alcançado em novembro de 2025, e 19,6% acima do patamar pré-pandemia.
HostingPRESS Agência de Notícias de São Paulo
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