A última sessão da Câmara Municipal de Araçariguama, realizada nesta terça-feira (31), foi marcada por debates sobre a falta de planejamento na destinação dos materiais inservíveis recolhidos pela Prefeitura e armazenados no PEV (Ponto de Entrega Voluntária) do município.
No ano passado, a administração municipal realizou uma ação de limpeza nos bairros, retirando móveis, entulhos e diversos materiais descartados pela população. Apesar da iniciativa ter contribuído para a limpeza urbana, vereadores apontaram que não houve planejamento adequado para o descarte final dos resíduos, o que resultou no acúmulo prolongado de materiais no PEV.
A situação chamou atenção principalmente pela localização do ponto de armazenamento, próximo ao pronto-socorro da cidade. Com os resíduos expostos por meses ao sol e à chuva, surgiram riscos à saúde pública, como a proliferação de insetos, aracnídeos e animais peçonhentos, além de possíveis impactos ambientais.
Na última segunda-feira (30), teve início a limpeza do local, com a retirada dos materiais acumulados. A ação foi comemorada por vereadores da base do governo municipal. No entanto, durante a sessão, parlamentares criticaram a celebração, afirmando que a retirada do lixo não deve ser vista como conquista, mas como uma obrigação do poder público, assim como acontece no dia a dia das residências.
Durante o debate, o presidente da Câmara, Paulo Volkov, saiu em defesa do governo e afirmou que situações semelhantes também acontecem em outros municípios e que o PEV continuará desorganizado por se tratar de um local de armazenamento de entulho, móveis e demais inservíveis. Ainda segundo ele, com a mudança para um novo endereço, o problema ao menos não ficaria aparente, por estar em uma área mais afastada.
A fala gera preocupação, que apontaram contradição no posicionamento. Para alguns parlamentares, a declaração soou como uma tentativa de apenas retirar o problema da visibilidade da população, em vez de enfrentar a raiz da questão, que é a falta de planejamento e organização na destinação dos resíduos.
Outro ponto levantado durante a sessão foi a informação de que o PEV deverá ter um novo local em breve. Apesar disso, vereadores ressaltaram que a mudança não justifica o acúmulo de inservíveis no espaço atual. Segundo eles, sem planejamento adequado para o descarte correto dos materiais, existe o risco de que o problema apenas seja transferido de lugar, podendo até resultar na formação de um lixão no município.
Os parlamentares também destacaram que serviços como limpeza urbana, roçagem, desobstrução de bueiros, fornecimento de medicamentos e merenda escolar são demandas contínuas e essenciais, que exigem planejamento permanente por parte da administração pública.
O debate reforçou a necessidade de uma programação mais eficiente da Prefeitura, garantindo que ações pontuais sejam acompanhadas de planejamento e destinação correta dos resíduos, evitando novos acúmulos e riscos à saúde da população.
A expectativa agora é que, além da limpeza do local, o município estabeleça um planejamento contínuo para a destinação adequada dos materiais e evite que a situação volte a se repetir, priorizando organização e eficiência na gestão pública.
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