A polêmica envolvendo a possível irregularidade na distribuição de ovos de Páscoa em Araçariguama ganhou um novo capítulo nesta semana. Vereadores solicitaram a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a denúncia relacionada à destinação de chocolates que teriam sido doados ao município.
A denúncia foi recebida pela Câmara Municipal há cerca de uma semana. No entanto, segundo parlamentares, não houve a leitura do documento na sessão mais recente, o que, de acordo com o regimento interno, seria o procedimento adequado para dar início às discussões sobre o caso.
Durante a sessão, os vereadores Zé Renato, Helton da Van e Nina se manifestaram na tribuna defendendo a abertura da investigação. Ambos destacaram a importância de esclarecer os fatos diante das informações divergentes que circulam na cidade.
Além disso, os vereadores Zé Renato, Helton da Van e Nina estiveram na Cacau Show para buscar informações e apurar a denúncia recebida pela Câmara.
“Quem não deve não teme”, afirmaram os parlamentares, reforçando que a CPI tem como objetivo garantir transparência e esclarecer os mal-entendidos envolvendo a doação dos ovos de Páscoa.
Entenda a denúncia
A polêmica teve início após a divulgação de documentos que apontam a existência de uma nota fiscal emitida em 23 de março de 2026, no valor total de R$ 21.818,17, referente à doação de 209 caixas contendo 5016 ovos de chocolate ao Município de Araçariguama.
Segundo a documentação, os itens foram descritos como “OVO CHOC CACAU DOAÇÃO 80Gx24UN”, destinados ao endereço oficial da Prefeitura, localizado na Rua São João, no Centro da cidade.
A denúncia questiona o destino dos produtos, já que, segundo relatos de moradores e lideranças locais, não houve divulgação ou distribuição pública compatível com a quantidade registrada.
Outro fato que a prefeitura também licitou e comprou ovos de páscoa, em exclarecimento nas redes sociais o prefeito da cidade informou ter distribuido aproximadamente 9000 ovos, que seria os 5016 doados e mais os comprados. mas os questionamentos que estão em alta são:
Quem recebeu os ovos de Páscoa? uma vez que a rede municipal não há 9000 alunos?
Como foi realizada a distribuição?
Quais secretarias participaram do processo?
Se houve controle ou lista de beneficiários?
Pressão por transparência
A repercussão do caso nas redes sociais aumentou a cobrança por esclarecimentos. Moradores destacam que doações destinadas principalmente a crianças, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social, exigem responsabilidade e transparência na gestão pública.
Especialistas em administração pública apontam que, em casos de doações, é fundamental haver registro formal de recebimento, planejamento de distribuição e prestação de contas à população.
A reportagem segue acompanhando o caso.

