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Pedro Sampaio arrasta multidão no Ibirapuera com hit “Jetski” e encerra carnaval de rua em SP

Bloco lota parque, tem acesso fechado pela PM e registra atendimentos médicos durante o cortejo

O cantor e DJ Pedro Sampaio comandou uma das maiores concentrações do último dia do carnaval de rua de São Paulo neste domingo (22), no entorno do Parque Ibirapuera. Embalado pelo sucesso de “Jetski”, parceria com Melody e MC Meno K, o artista fez o público cantar e dançar mesmo sob garoa.

A apresentação ocorreu após o desfile do cantor baiano Léo Santana e reuniu uma multidão ao longo do circuito. Do alto do trio elétrico, Sampaio estimou cerca de dois milhões de foliões no local, número que costuma ser contestado por especialistas quando comparado às estimativas oficiais.

Portão fechado e empurra-empurra

Logo no início do cortejo, pouco depois das 14h, o artista pediu que a área delimitada pela corda fosse ampliada para reduzir o empurra-empurra nas laterais do trio.

Por volta das 14h45, a Polícia Militar decidiu fechar temporariamente o acesso pelo Portão 1 do parque para controlar o fluxo de pessoas e garantir a segurança.

Durante a apresentação, ao menos duas pessoas precisaram de atendimento médico. Uma mulher desmaiou e foi socorrida ainda desacordada por equipes do Corpo de Bombeiros. Outra foliã acompanhou parte do trajeto em cadeira de rodas até o posto médico montado na Rua Abílio Soares.

Estrutura reforçada e público nas árvores

Com o espaço ampliado, o cortejo seguiu com maior fluidez. Para aliviar o calor e a sensação térmica elevada, a organização distribuiu gelo e lançou água sobre a plateia.

A estrutura do bloco contou com som de grande porte, iluminação e balé, além de repertório baseado em mashups e remixes que misturaram funk, pop e música eletrônica. Canções como “Dançarina”, “No Chão Novinha” e “Galopa” animaram o público, mas o ponto alto foi “Jetski”, quando milhares de fãs acompanharam a coreografia em coro — alguns com motos aquáticas infláveis erguidas acima da multidão.

A lotação foi tamanha que parte dos foliões subiu em árvores para tentar acompanhar a apresentação.

Emoção no encerramento

Ao final do show, pouco depois das 17h, Pedro Sampaio se emocionou ao lembrar que, no ano anterior, não participou da festa por causa de uma lesão no joelho.

O público era majoritariamente jovem, mas também havia foliões de outras faixas etárias. A aposentada Selma Caraceli, de 67 anos, acompanhou o trio ao lado das netas. “Amo as músicas dele, estou muito empolgada”, disse.

Planos internacionais

Após uma intensa agenda que incluiu apresentação em Belo Horizonte no sábado (21), o artista afirmou que pretende investir em projetos internacionais após o carnaval.

Segundo ele, a ideia é testar novas músicas fora do Brasil, misturando culturas e parcerias estrangeiras, mantendo a identidade musical que o consagrou.

Enquanto isso, o carnaval paulistano também teve desfile de Daniela Mercury na Rua da Consolação, no centro da capital.

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PM é encontrada morta em apartamento no Brás; Polícia Civil apura circunstâncias

Caso inicialmente registrado como suicídio passou a ser investigado também como morte suspeita

A soldado da Polícia Militar do Estado de São Paulo Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada morta na manhã de quarta-feira (18) no apartamento onde morava, no bairro do Brás, região central da capital paulista.

O caso foi registrado no 8º Distrito Policial do Brás inicialmente como suicídio. Posteriormente, a ocorrência também passou a constar como morte suspeita para que as circunstâncias sejam apuradas com maior profundidade. A investigação está a cargo da Polícia Civil.

Alerta: Esta reportagem aborda temas como suicídio e saúde mental. Ao final do texto, há informações sobre onde buscar ajuda.

Relacionamento é citado em depoimento

Gisele era casada com o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos. Ela também deixa uma filha de 7 anos, fruto de outro relacionamento.

Em depoimento à polícia, a mãe da soldado afirmou que o relacionamento da filha era conturbado. Segundo o relato, haveria episódios de controle e comportamento abusivo por parte do marido. A reportagem não conseguiu localizar a defesa do oficial. O espaço permanece aberto para manifestação.

Ainda de acordo com a mãe da policial, ao comentar a intenção de se separar, Gisele teria recebido do marido uma imagem em que ele aparecia com uma arma apontada para a própria cabeça.

Versão apresentada pelo marido

No boletim de ocorrência, o tenente-coronel declarou que o casal se conheceu em 2021 e oficializou o casamento em 2024. Segundo ele, os conflitos começaram em 2025, após mudança de batalhão.

O oficial relatou ter sido alvo de denúncias anônimas na Corregedoria da PM, que atribuiu a desavenças internas e boatos sobre suposto relacionamento extraconjugal. Conforme sua versão, ao tomar conhecimento dos rumores, Gisele teria passado a desconfiar da fidelidade dele, o que teria intensificado as discussões.

Ele afirmou ainda que, na manhã de quarta-feira, foi ao quarto da esposa para propor a separação. Segundo o relato, ela teria se exaltado e pedido que ele saísse do cômodo. Após ouvir um barulho enquanto tomava banho, disse ter encontrado a esposa caída no chão ao sair do banheiro.

Investigação em andamento

A Polícia Civil apura as circunstâncias da morte, incluindo eventuais elementos que possam esclarecer a dinâmica dos fatos. Exames periciais e laudos técnicos devem embasar a conclusão do inquérito.

Onde buscar ajuda

Se você está passando por sofrimento emocional ou conhece alguém que esteja, é possível procurar apoio especializado:

🔹 Centro de Valorização da Vida (CVV)
Atendimento gratuito 24 horas por dia pelo telefone 188, além de chat e e-mail pelo site oficial.

🔹 Canal Pode Falar
Iniciativa do Unicef voltada a jovens de 13 a 24 anos, com atendimento via WhatsApp de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.

🔹 SUS Centros de Atenção Psicossocial (Caps)
Unidades públicas de atendimento a pessoas com transtornos mentais. Na cidade de São Paulo há 33 Caps Infantojuvenis.

🔹 Mapa da Saúde Mental
Plataforma online com informações sobre atendimentos psicológicos gratuitos e orientações sobre saúde mental.

Nota editorial

O suicídio é reconhecido como questão de saúde pública. A abordagem jornalística do tema exige responsabilidade, informação qualificada e incentivo à prevenção, com o objetivo de ampliar o debate e reduzir estigmas.

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Maurício Meirelles apresenta “Surto Coletivo” no Teatro das Artes, na Zona Oeste de SP, neste sábado (21)

Espetáculo interativo acontece às 22h30 no Shopping Eldorado; ingressos estão à venda pela Eventim

O humorista Maurício Meirelles se apresenta neste sábado (21) na cidade de São Paulo com o espetáculo “Surto Coletivo”. O show acontece às 22h30 no Teatro das Artes, localizado no Shopping Eldorado, na Zona Oeste da capital.

Os ingressos estão disponíveis para compra pela plataforma Eventim.

Formato interativo

No novo espetáculo, o comediante propõe um formato participativo. Ao chegar ao teatro, o público responde a um questionário com perguntas sobre temas variados, que servem de base para a construção das interações ao longo da apresentação.

Segundo a produção, Meirelles utiliza tecnologia desenvolvida para o projeto para captar, em tempo real, respostas e opiniões da plateia, conduzindo o rumo do espetáculo a partir dessas interações.

A proposta é que cada sessão tenha conteúdo adaptado ao contexto do momento, com referências a acontecimentos recentes e temas em destaque.

Trajetória

Maurício Meirelles é conhecido por integrar tecnologia, redes sociais e improviso ao stand-up. Além dos palcos, mantém atuação digital à frente da Achismos TV, canal no YouTube que reúne entrevistas e conteúdos de humor.

Serviço

Espetáculo: “Surto Coletivo” Maurício Meirelles
Data: 21 de fevereiro (sábado)
Horário: 22h30
Local: Teatro das Artes Shopping Eldorado
Endereço: Avenida Rebouças, 3970 Pinheiros Zona Oeste São Paulo (SP)
Ingressos: À venda pela Eventim

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Adolescente de 16 anos morre baleado ao gravar vídeo com arma no Jardim Guarujá, Zona Sul de SP

Disparo ocorreu durante “brincadeira” com revólver na garagem de uma casa; colega fugiu com o pai e deve se apresentar à polícia

Um adolescente de 16 anos morreu após ser atingido por um tiro na cabeça na tarde de segunda-feira (16), no bairro Jardim Guarujá, na Zona Sul de São Paulo.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o disparo ocorreu na Rua Cittadella, na garagem de uma residência. A vítima gravava um vídeo enquanto um colega da mesma idade manuseava um revólver e girava o tambor da arma.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e levou o jovem ao Hospital M’Boi Mirim, mas a morte foi constatada na unidade.

Investigação

De acordo com a SSP, após o disparo o adolescente que estava com a arma deixou o local acompanhado do pai.

A mãe do autor do disparo informou à polícia que o filho deverá se apresentar à autoridade policial acompanhado de advogado.

O caso foi registrado como homicídio no 47º Distrito Policial (Capão Redondo).

A Polícia Civil apura as circunstâncias do disparo e investiga se a arma pertence ao pai do adolescente que efetuou o tiro.

Sepultamento

O corpo da vítima foi enterrado na manhã desta quarta-feira (18) no Cemitério Jardim da Paz, em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

As investigações seguem em andamento.

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Banco Central decreta liquidação do Pleno

O anúncio da liquidação extrajudicial do Banco Pleno pelo Banco Central do Brasil acrescenta um novo capítulo à história recente de intervenções no sistema financeiro, ao mesmo tempo em que testa, mais uma vez, os mecanismos de proteção a depositantes e a capacidade das autoridades de conter focos localizados de instabilidade. Em nota oficial, a autarquia comunicou, nesta quarta‑feira, a retirada ordenada da instituição do Sistema Financeiro Nacional, estendendo o regime especial também à Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, ambas integrantes do conglomerado prudencial Pleno.

Segundo o Banco Central, a medida não foi repentina, mas resultado de um processo de deterioração prolongada, marcado pelo comprometimento da situação econômico‑financeira do banco, agravado por problemas de liquidez e pelo descumprimento de normas prudenciais e de determinações da supervisão. Em termos técnicos, a nota fala em “comprometimento da situação econômico‑financeira, com deterioração da liquidez, infringência às normas que disciplinam a atividade bancária e inobservância das determinações do Banco Central do Brasil”, fórmula que traduz, em linguagem institucional, um quadro de fragilidade patrimonial combinado com falhas de governança e de conformidade regulatória.

A instituição, rebatizada como Banco Pleno após ter operado sob a marca Voiter, era controlada por Augusto Ferreira Lima, ex‑CEO e ex‑sócio do Banco Master, e liderava um conglomerado classificado no segmento S4 da regulação prudencial, isto é, de pequeno porte, com participação modesta no conjunto do sistema. De acordo com dados divulgados pela autoridade monetária, o grupo detinha cerca de 0,04% do ativo total e 0,05% das captações do Sistema Financeiro Nacional, com passivo estimado em R$ 6,8 bilhões, dos quais aproximadamente R$ 5,2 bilhões concentrados em CDBs e cerca de R$ 760 milhões em letras financeiras. Essa dimensão reduzida, embora limite o potencial de contágio sistêmico, não é desprezível do ponto de vista dos investidores e depositantes diretamente expostos.

A liquidação extrajudicial, ao contrário de uma simples intervenção temporária, pressupõe o diagnóstico de que já não há um plano viável de recuperação. Trata‑se de um mecanismo de resolução em que o funcionamento do banco é interrompido, suas atividades operacionais são suspensas e todas as obrigações passam a ser consideradas vencidas, para que se proceda à apuração ordenada do ativo e do passivo e à satisfação, na medida do possível, dos credores, segundo a ordem legal de preferência. Nos termos da legislação em vigor, a decretação do regime torna indisponíveis os bens dos controladores e administradores, enquanto o Banco Central conduz, paralelamente, processos administrativos destinados a apurar responsabilidades, que podem resultar em sanções e remessa de elementos a outros órgãos, inclusive de persecução penal.

O contexto que antecedeu a decisão é revelador. Desde 2025, o mercado vinha sinalizando desconfiança crescente em relação ao risco de crédito do Banco Pleno, com seus títulos sendo negociados no mercado secundário a taxas significativamente superiores ao CDI, reflexo da venda forçada de papéis e da dificuldade da instituição em se financiar a custos compatíveis. Em novembro do ano passado, o Banco Central já havia adotado medidas para desarticular o conglomerado, após identificar problemas de solvência, indícios de irregularidades contábeis e risco de contaminação de outras entidades ligadas ao chamado “caso Master”, que envolveu investigações sobre operações do Banco Master e de estruturas a ele associadas.

A partir da liquidação, o foco desloca‑se, inevitavelmente, para a proteção dos clientes. Os saldos de contas de depósito e uma ampla gama de aplicações estão cobertos pela rede de segurança do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que já se prepara para indenizar credores elegíveis assim que o liquidante, nomeado pelo Banco Central, consolidar as informações necessárias. Pelas regras atuais, cada CPF ou CNPJ tem cobertura até o limite de R$ 250 mil por instituição, respeitado o teto global de R$ 1 milhão, renovável a cada quatro anos, abrangendo depósitos à vista e a prazo, CDBs, RDBs e letras de crédito de natureza imobiliária e do agronegócio. Estimativas divulgadas pelo próprio FGC indicam que a exposição potencial decorrente da quebra do Banco Pleno pode chegar a R$ 4,9 bilhões, alcançando aproximadamente 160 mil credores, cifra que dimensiona a magnitude do esforço de ressarcimento, ainda que diluída ao longo do tempo.

Para além da rede de garantia, a liquidação extrajudicial expõe de forma pedagógica a centralidade da confiança no funcionamento do sistema bancário. Analistas de crédito lembram que, em um banco comercial, a liquidez é o oxigênio que mantém a engrenagem em movimento: sem capacidade de rolar captações, renovar depósitos e acessar o mercado, mesmo instituições com ativos relevantes podem entrar rapidamente em colapso operacional. No caso do Banco Pleno, a escalada das taxas exigidas pelos investidores em seus CDBs e letras financeiras sinalizava, há meses, uma espécie de plebiscito silencioso sobre a confiança na instituição, que acabou por se tornar insustentável.

Do ponto de vista regulatório, a decisão reforça a estratégia do Banco Central de atuar com firmeza em conglomerados menores que apresentem sinais de risco elevado, mesmo quando a participação no sistema é relativamente modesta. A lógica é evitar que focos de desorganização contábil, infração normativa e gestão temerária se convertam em vetores de contágio, seja por vínculos societários com outras instituições, seja por efeitos reputacionais em segmentos específicos do mercado de capitais. Nesse sentido, a liquidação do Banco Pleno dialoga com um ciclo mais amplo de intervenções decorrentes do caso Master, em que o regulador buscou, ao longo de meses, estancar potenciais riscos antes que se amplificassem.

Para os pequenos poupadores, porém, a linguagem da macroprudência convive com preocupações prosaicas: quando o dinheiro ficará disponível, como acionar o FGC, de que maneira identificar o saldo elegível à garantia. Guias publicados por especialistas em investimento reiteram que, uma vez deflagrada a liquidação, a prioridade é acompanhar as comunicações oficiais do Fundo Garantidor, que abrirá, em momento oportuno, canais digitais para verificação de valores e instruções de resgate, normalmente vinculados ao CPF do investidor e às instituições pagadoras conveniadas. Embora o histórico de atuações do FGC indique elevado grau de efetividade na restituição de valores garantidos, o processo não é instantâneo e exige um intervalo técnico até a consolidação da base de dados fornecida pelo liquidante.

A liquidação do Banco Pleno, portanto, opera em múltiplos planos. No plano sistêmico, é um exercício de contenção de danos e de reafirmação da vigilância prudencial, com um recado claro ao mercado sobre os limites da tolerância regulatória a desajustes de liquidez e infracções normativas. No plano institucional, representa o encerramento de um ciclo conturbado, em que uma instituição de pequeno porte, nascida de reestruturações sucessivas e mudanças de controle, não logrou recompor a confiança necessária para sobreviver em um ambiente de juros elevados e competição intensa por funding. No plano individual, é um lembrete concreto, para milhares de investidores de varejo, da importância de diversificar relações bancárias e observar, com atenção redobrada, os sinais de mercado que antecedem movimentos de ruptura.

Em última instância, o episódio devolve à agenda pública um tema que, não raro, se oculta sob a superfície de números e jargões técnicos: a delicada equação entre liberdade empresarial, disciplina de mercado e intervenção estatal em um setor em que a matéria‑prima mais valiosa não é apenas o capital, mas a confiança.

Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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Mulher de 60 anos morre após ser arrastada por enxurrada e ficar presa sob carro no Mandaqui, Zona Norte de SP

Alice Ferreira Conceição foi socorrida com parada cardiorrespiratória, mas não resistiu após alagamento na Rua Larival Gea Sanches

Uma mulher de 60 anos morreu na tarde de segunda-feira (16) após ser arrastada pela enxurrada durante forte chuva no bairro do Mandaqui, na Zona Norte de São Paulo.

A vítima, identificada como Alice Ferreira Conceição, caminhava pela Rua Larival Gea Sanches quando foi levada pela correnteza e ficou presa sob um carro estacionado durante o alagamento.

De acordo com informações apuradas no local, após o nível da água baixar, Alice foi encontrada desacordada debaixo do veículo.

Atendimento e morte

Ela foi socorrida em parada cardiorrespiratória e encaminhada ao Hospital do Mandaqui. Apesar do atendimento médico, não resistiu.

Alice era costureira e, segundo relatos de familiares, havia saído de casa a pé para visitar a irmã quando foi surpreendida pela enxurrada.

Região registra alagamentos frequentes

Moradores afirmam que a área costuma registrar enchentes em dias de chuva intensa.

Com a morte de Alice, sobe para 15 o número de pessoas que perderam a vida no estado de São Paulo neste ano em decorrência das chuvas, segundo balanço divulgado pelas autoridades estaduais.

A Defesa Civil orienta que, em casos de chuva forte, pedestres evitem atravessar vias alagadas e procurem abrigo em locais seguros.

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Brasil tem 500 mil vagas abertas em bares e restaurantes

O setor de bares e restaurantes no Brasil atravessa um momento paradoxal de exuberância econômica e escassez crônica de mão de obra qualificada. Com aproximadamente quinhentas mil vagas abertas em todo o território nacional, o segmento enfrenta dificuldades crescentes para preencher postos essenciais, o que pressiona salários, eleva custos operacionais e força empreendedores a adotarem estratégias inovadoras de retenção e capacitação. Essa realidade, confirmada por lideranças do ramo como Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, reflete não apenas uma recuperação vigorosa pós-pandemia, mas também os limites estruturais do mercado de trabalho em um país marcado por desigualdades educacionais e migrações regionais.

De acordo com dados recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o salário médio no setor de alimentação fora do lar atingiu R$ 2.328 no último trimestre de 2025, registrando elevação de 5,7% em relação ao período anterior. Essa alta salarial, a mais expressiva entre os segmentos analisados, decorre diretamente da pressão por atrair profissionais para funções como garçom, cozinheiro, sushiman e gestor de operações, áreas em que 88% das empresas relatam entraves severos para recrutamento. Solmucci enfatiza que o problema transcende o atendimento básico e se agrava em posições de maior qualificação, onde a demanda por habilidades técnicas e experiência se choca com a oferta limitada de candidatos preparados.

O fenômeno ganha contornos ainda mais nítidos ao considerar o contexto macroeconômico. O setor, que emprega cerca de 5,74 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica iniciada em 2016, representa um motor crucial da geração de renda em um país onde o desemprego estrutural persiste como sombra. Em 2024, os bares e restaurantes criaram 230 mil novas vagas, com crescimento de 4,2%, superando amplamente a média nacional de 0,8%. Para 2026, projeções da Associação Nacional de Restaurantes indicam saldo positivo em 22 estados, com perspectivas de expansão mesmo em cenários de inflação e endividamento empresarial. No entanto, a taxa de efetivação de contratações temporárias, como as estimadas em 27,9 mil vagas para o Carnaval deste ano, mal chega a 11%, inferior aos 16% de 2025, sinalizando rotatividade elevada e instabilidade.

Essa discrepância entre oferta de empregos e procura de trabalhadores obedece a múltiplos fatores. A informalidade histórica do ramo, aliada à baixa atratividade percebida por gerações mais jovens – que veem no setor longas jornadas e remunerações iniciais modestas –, contribui para o descompasso. Regiões como a Metropolitana de Campinas, com 12 mil vagas abertas em 2025 (20% a mais que no ano anterior), exemplificam o drama local: empreendedores relatam filas vazias em processos seletivos e recorrem a anúncios em redes sociais para captar talentos dispersos. Em São Paulo e Rio de Janeiro, polos de alta densidade de estabelecimentos, o saldo de contratações em junho de 2025 superou 2.800 postos, mas com retrações em estados como Santa Catarina.

Empresários respondem à crise com medidas pragmáticas. A elevação de pisos salariais iniciais, observada nos últimos cinco trimestres, torna o setor um dos que mais ajustam remunerações para competir com indústrias como varejo e logística. Iniciativas de capacitação, como cursos rápidos oferecidos pela Abrasel em parceria com instituições técnicas, visam suprir a lacuna de qualificação, focando em higiene, técnicas culinárias e atendimento ao cliente. Há, ainda, a adoção de modelos híbridos de trabalho, incluindo contratos intermitentes e parcerias com plataformas digitais de delivery, que absorvem parte da demanda sazonal sem comprometer a estrutura fixa. No entanto, Solmucci alerta para os riscos de um ambiente de pleno emprego: sem mão de obra sobrando, o setor opera no limite, vulnerável a ausências e à concorrência por profissionais versáteis.

O debate regulatório adiciona camadas de complexidade. A recente discussão sobre o fim da escala 6×1, comum no ramo, ameaça elevar custos operacionais em até 20%, segundo estimativas da Abrasel, o que poderia repercutir em reajustes de cardápios e retração de investimentos. Empresários defendem a desoneração da folha de pagamento e o fortalecimento do trabalho intermitente como antídotos para sustentar o crescimento sem sacrificar a rentabilidade. Enquanto isso, o Ministério do Trabalho registra aberturas mensais expressivas, como os 4.545 postos criados em junho de 2025 nos restaurantes, concentrados em 22 unidades federativas.

Do ponto de vista social, as quinhentas mil vagas representam uma oportunidade ímpar para inclusão produtiva, especialmente em periferias urbanas e regiões Norte e Nordeste, onde o setor impulsiona economias locais. Mulheres e jovens, que compõem boa parte da força de trabalho, beneficiam-se de ascensões rápidas em ambientes meritocráticos, embora persistam desafios como assédio e condições precárias em estabelecimentos menores. Políticas públicas de qualificação profissional, ampliadas pelo Pronatec e programas estaduais, poderiam mitigar o gargalo, alinhando formação ao perfil demandado pelo mercado.

Em um horizonte de curto prazo, o otimismo prevalece. O setor demonstra resiliência, com saldos positivos mesmo em trimestres desafiadores, como o de maio de 2025, quando 1.645 vagas foram geradas – 661% a mais que em 2024. Para 2026, expectativas de crescimento sustentado dependem de equilíbrio entre expansão e estabilidade laboral. No entanto, sem reformas que incentivem a permanência e a capacitação, o paradoxo das vagas ociosas pode se perpetuar, freando o potencial de um ramo que não só alimenta o corpo da nação, mas também sustenta sua vitalidade econômica em tempos de incerteza.

Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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Bloco do Bob estreia no Carnaval de SP com reggae no Ibirapuera e tributo a Bob Marley

Novidade da banda Marley Night desfila em 21 de fevereiro, na zona sul da capital, com participação de Dada Yute e Maxado

O Carnaval de São Paulo ganha um novo bloco em 2026. No próximo dia 21 de fevereiro, a região do Ibirapuera, na zona sul da capital, recebe a estreia do Bloco do Bob, idealizado pela banda Marley Night, em homenagem ao legado musical de Bob Marley.

A concentração será na Avenida Pedro Álvares Cabral, na altura do Obelisco, a partir das 12h. O desfile está previsto para ocorrer das 13h às 15h, com trajeto até o Monumento às Bandeiras, onde acontece a dispersão.

A proposta do bloco é unir a energia do Carnaval paulistano às mensagens de paz, resistência e positividade que marcaram a trajetória do ícone jamaicano. No repertório, versões carnavalescas de clássicos como Three Little Birds, One Love e Could You Be Loved prometem embalar os foliões.

Participações especiais e estreia no pós-Carnaval

Para a estreia, o bloco contará com participações especiais de Dada Yute, nome consolidado do reggae nacional, e Maxado, ex-integrante das bandas Firebug e Peixoto & Maxado.

Criado pela banda Marley Night formada em 2018 e reconhecida como uma das principais homenagens a Bob Marley no Brasil o projeto nasce após anos de apresentações dedicadas à obra do cantor. O grupo já dividiu palco com Junior Marvin, guitarrista do The Wailers, além de ter participado de shows ao lado de Gilberto Gil e de festivais nacionais.

O desfile do Bloco do Bob acontece antes do tradicional cortejo do Navio Pirata, da banda BaianaSystem, no circuito do Ibirapuera.

Serviço

Bloco do Bob / Marley Night
📍 Local: Avenida Pedro Álvares Cabral (entre o Obelisco e o Monumento às Bandeiras) Ibirapuera, zona sul
📅 Data: 21 de fevereiro (sábado pós-Carnaval)
⏰ Concentração: 12h
🎶 Desfile: 13h às 15h
🚩 Dispersão: 15h

A organização é do Coletivo Pipoca, grupo responsável por grandes projetos de Carnaval em diversas capitais brasileiras.

Mais do que um desfile, o Bloco do Bob surge como um convite para celebrar diversidade, música e boas vibrações em plena rua com o reggae como trilha sonora da folia paulistana.

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Estrangeiro é preso na zona oeste de SP após filmar menor com celular; equipamentos foram apreendidos

Homem de 38 anos foi detido na Barra Funda por suspeita de importunação sexual; Polícia Federal foi comunicada

Um homem russo, de 38 anos, foi preso em flagrante na noite de sábado (14) suspeito de importunação sexual na Barra Funda, zona oeste da capital paulista. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), ele teria filmado uma adolescente com o celular em um estabelecimento na Rua dos Americanos.

De acordo com a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta das 19h04, após funcionários do local acionarem a corporação ao perceberem que o suspeito gravava crianças com o aparelho. Ao notar a movimentação, o homem fugiu e deixou o celular para trás.

Testemunhas informaram que ele entrou em um hotel nas proximidades. Policiais foram até o endereço e realizaram a prisão.

Equipamentos apreendidos

Além do celular utilizado na gravação, foram apreendidos:

  • Uma câmera fotográfica
  • Um computador

O material passará por perícia para análise do conteúdo.

O caso foi registrado no 91º Distrito Policial (Ceasa), também na zona oeste da capital, como importunação sexual e apreensão de objeto.

Por se tratar de um estrangeiro, a Polícia Federal foi comunicada sobre a prisão. Até o momento, não há informações sobre eventual pedido de expulsão ou outras medidas administrativas.

A investigação segue em andamento.

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Com críticas a Trump e defesa da soberania, bloco arrasta 10 mil foliões em Pinheiros no Carnaval de São Paulo

Bastardo leva sátira política às ruas da zona oeste, ironiza tarifaço dos EUA e reforça orgulho brasileiro em desfile marcado por fantasias criativas e aula de dança coletiva

O bloco Bastardo transformou as ruas de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, em um palco de sátira política e exaltação da identidade nacional neste domingo (15), durante o Carnaval de São Paulo. Em seu 13º desfile, o grupo reuniu cerca de 10 mil foliões e levou para o asfalto o tema “Soberania Nacional”, embalado por marchinhas autorais, frevos e clássicos do repertório carnavalesco.

O cortejo teve início na Rua João Moura e seguiu por vias tradicionais do bairro, como Fradique Coutinho, Rua dos Pinheiros, Henrique Schaumann e Artur de Azevedo. O bloco já havia saído no sábado (14) e ainda volta às ruas na terça-feira (17), mantendo a expectativa de público semelhante nos três dias.

Neste ano, a marchinha-tema trouxe versos que misturam humor, crítica geopolítica e referências culturais brasileiras. Trechos como “minha penca de banana mete taxa nos bacana” fazem alusão direta às tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a diversos países, incluindo o Brasil. Segundo os organizadores, a proposta é reagir artisticamente ao contexto sociopolítico contemporâneo.

“Não me vendo, não te importo sangue quente, sou real minha pátria, nossa pinga vem provar meu carnaval”, diz outro trecho da canção, que reforça o discurso de autonomia cultural e nacional.

Fantasias, cultura pop e crítica política

O desfile foi marcado por fantasias que exaltavam símbolos brasileiros, como caipirinhas gigantes, Carmen Miranda, o personagem Zé Gotinha ícone das campanhas de vacinação do SUS e referências à música “Minha Pequena Eva”. Também houve provocações diretas a Trump e menções à prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, citada em letras de marchinhas cantadas pelo público.

Personagens da cultura pop nacional também ganharam espaço. Duplas vestidas como Fátima e Sueli, da série “Tapas & Beijos”, e foliões com estatuetas do Oscar em alusão a Wagner Moura circularam pelo bloco. Já Fernanda Torres foi homenageada em diferentes fantasias, mostrando a força das referências televisivas e cinematográficas no imaginário carnavalesco.

Em meio à festa, o cortejo fez uma pausa para uma aula aberta de dança, realizada em parceria com uma academia do bairro. Ao som de Ivete Sangalo e MC Melody, foliões participaram da atividade coletiva, que trouxe um momento de interação e integração ao desfile.

Críticas à gestão municipal

A presidente do bloco, Ana Luiza Borges, cientista social e organizadora do Bastardo, afirmou que o grupo enfrenta dificuldades financeiras e que, neste ano, não recebeu fomento da Prefeitura.

“Carnaval é uma manifestação cultural popular e livre, mas está sendo tratado como um evento comum. A gestão poderia dialogar mais com os blocos e construir políticas públicas alinhadas às nossas demandas”, avaliou.

Segundo ela, a sobrevivência do bloco depende de parcerias comunitárias, venda de produtos e editais privados. Neste Carnaval, o Bastardo contou com patrocínio da Ambev e apoio da academia responsável pela aula de dança.

Origem e identidade

Fundado em 2013 por integrantes mais jovens do tradicional bloco Vai Quem Qué, que existe desde 1981, o Bastardo surgiu com a proposta de ampliar a participação e renovar a estética carnavalesca do bairro.

O nome faz referência à ideia de que “a rua é mãe de todos e o pai é desconhecido”, reforçando o espírito plural e aberto do grupo. Além das marchinhas compostas anualmente, o bloco mantém um hino fixo que celebra sua trajetória.

Em um Carnaval marcado por debates sobre organização, segurança e ocupação do espaço público, o Bastardo reafirmou sua identidade como manifestação cultural crítica e comunitária transformando o asfalto de Pinheiros em espaço de celebração, humor e posicionamento político.

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