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Presidente da União Imperial revela bastidores do 11º título no Carnaval de Santos, no ano do cinquentenário
Presidente da União Imperial revela bastidores do 11º título no Carnaval de Santos, no ano do cinquentenário


Após quatro vice-campeonatos consecutivos, a União Imperial voltou ao topo do Carnaval de Santos. A conquista do 11º título da agremiação do bairro Marapé teve um peso simbólico adicional: ocorreu justamente no ano em que a escola celebra 50 anos de fundação.
Em entrevista, o presidente Luiz Alberto Martins, conhecido como Pelé, de 62 anos, detalhou os bastidores da preparação para o desfile que levou à Passarela do Samba Dráuzio da Cruz o enredo “Consagração em Orixá: Renascer em União é a Chave da Vida”.
Primeira escola a desfilar pelo Grupo Especial em 2026, posição tradicionalmente vista como desafiadora, a União Imperial apostou em espiritualidade, organização e impacto visual com destaque para o carro abre-alas além da presença de musas como Viviane Araújo e Sheila Mello.
Tradição construída na união
Fundada em 1976, a escola surgiu após o bairro Marapé ficar sem blocos carnavalescos. Moradores que frequentavam as agremiações Brasil e Império do Samba participaram de um desfile na Vila Mathias, o que reacendeu o desejo de criar um reduto próprio.
O nome União Imperial simboliza justamente a junção das comunidades do Marapé e da Vila Mathias, além da ligação histórica com o Império do Samba.
Pelé passou a integrar a administração da escola em 2006, como tesoureiro, e está há sete anos na presidência. Segundo ele, apesar da rivalidade natural da avenida, a relação entre as escolas é de cooperação fora do desfile.
“A disputa é só na avenida. Fora dela, as escolas precisam caminhar juntas para melhorar estrutura e recursos. Somos coirmãs”, afirmou.
Regularidade e persistência
Apesar da sequência de vice-campeonatos recentes, o presidente afirma que não houve mudança estrutural significativa na postura da escola.
“A União foi campeã em 2018 e 2019. Nos últimos quatro anos poderia ter vencido também. Desta vez deu certo. Uma escola como a União sempre disputa o pódio”, avaliou.
A preparação começou em setembro, com cerca de 37 ensaios regulares, além de ensaios de rua e técnico na passarela. O foco esteve na disciplina dos componentes, atenção às regras e eliminação de detalhes que possam gerar perda de pontos.
“Carnaval é disputa. Não é só festa. Um relógio, um celular na avenida pode custar décimos decisivos”, ressaltou.
Enredo e espiritualidade
A escolha do enredo foi resultado de debates internos. A diretoria desejava marcar o cinquentenário, mas sem restringir o desfile apenas à retrospectiva histórica.
O carnavalesco, em conjunto com Lúcio Nunes, construiu uma narrativa que conectou ancestralidade, espiritualidade e trajetória da escola, resultando no conceito de renascimento e união.
Bastidores e desafios financeiros
Com aproximadamente 1,5 mil componentes na avenida, a logística envolve múltiplas frentes: figurinos, ferragens, marcenaria, iluminação, transporte e organização de alas.
O orçamento é um dos maiores desafios. A escola recebe R$ 232 mil de verba municipal, mas o custo total do desfile gira em torno de R$ 350 mil. A diferença é coberta com eventos na quadra, parcerias e contribuições de alas, como o grupo “Amigos da União”, que promove ações para custear fantasias e estrutura.
“O maior desafio das escolas é financeiro. Carnaval é caro e exige reinvenção constante”, destacou.
Presenças nacionais e visibilidade
Viviane Araújo e Sheila Mello, que já desfilaram pela agremiação, foram convidadas novamente neste ano. Além do impacto artístico, a presença das musas contribui para a arrecadação em eventos preparatórios e amplia a visibilidade do Carnaval santista.
“Elas engrandecem o desfile e levam o nome da União e do Carnaval de Santos para outros centros”, afirmou o presidente.
Emoção e responsabilidade
Para Pelé, o momento mais intenso ocorre da concentração até a dispersão.
“É tensão na entrada, atenção durante o desfile e emoção quando cruzamos a linha final sabendo que deu tudo certo.”
Presidir uma escola, segundo ele, exige habilidade para lidar com diferentes perfis e manter o grupo unido em torno de um único objetivo.
“No desfile, todos têm a mesma importância: da rainha ao integrante que empurra o carro alegórico.”
Um título histórico
A conquista no ano do cinquentenário foi classificada por Pelé em uma palavra: perseverança.
Além do troféu, ele aponta sonhos estruturais ainda não realizados, como a construção de um barracão próprio e melhorias na quadra.
“Ganhar no cinquentenário é histórico. Mas o trabalho continua. Escola de samba vive de superação.”
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Bloco protesta contra a falta de apoio da Prefeitura de SP


No epicentro da efervescência carnavalesca, onde as ruas da Consolação se transmutam em palco de resistências culturais, o Bloco Tarado Ni Você ergueu sua voz em um manifesto veemente contra a escassez de amparo institucional dispensado pela Prefeitura de São Paulo à folia de rua. Neste sábado, 14 de fevereiro de 2026, durante sua décima segunda edição consecutiva, o cortejo que homenageia Caetano Veloso com o tema Cinema transcendental desfilou pela icônica interseção da Avenida Ipiranga com a São João, no coração do Centro, mas não sem antes tecer um ato de protesto que ecoou as agruras de uma cena autônoma ameaçada pela precariedade financeira e pela priorização de megablocos patrocinados. Organizado por um coletivo de artistas independentes desde 2014, o Tarado Ni Você reuniu milhares de foliões em uma manifestação que mesclou samba, irreverência e crítica social, pendurando faixas com apelos como Respeitem os Blocos de São Paulo e exigindo políticas públicas que preservem a diversidade da festa momesca.
A insurgência ganhou contornos dramáticos após semanas de tensão, com organizadores como Rodrigo Guima, fundador do bloco, denunciando publicamente a redução de 29 por cento no orçamento municipal destinado ao Carnaval de Rua, que caiu de R$ 42,5 milhões em 2025 para R$ 30,2 milhões em 2026, apesar do recorde de 627 agremiações confirmadas. Apenas cem blocos foram contemplados pelo edital de fomento da Secretaria Municipal de Cultura, recebendo repasses irrisórios de até R$ 25 mil cada, quantia insuficiente para cobrir despesas que, no caso de eventos como o Tarado Ni Você ou o Pagu, ultrapassam R$ 250 mil, abrangendo som, alegorias, seguros e logística. A gestão do prefeito Ricardo Nunes, do MDB, argumenta oferecer infraestrutura integral, com 58 mil agentes de segurança, 13 mil de limpeza e operação integrada de trânsito, saúde e direitos humanos, mas transfere aos coletivos a onerosidade de captar patrocínios privados, uma tarefa hercúlea em tempos de recessão econômica e competição acirrada por marcas como Ambev e Amstel.
Essa queixa não é isolada, mas reverbera um descontentamento coletivo gestado desde o pré-Carnaval, quando blocos tradicionais como Baixo Augusta, Casa Comum, Exploração, Meu Bloco Explodiu, Bloco do Tatué, Esfarrapado e Charanga do França uniram-se em um protesto silencioso na própria Rua da Consolação, erguendo estandartes no Bar do Jão para alertar sobre o momento crítico vivido pela manifestação cultural. A nota conjunta dos agitadores enfatizava a disputa desigual pelo espaço urbano, o avanço predatório de megablocos hiperpatrocinados que monopolizam alvarás e visibilidade, e a ausência de diálogo com a administração municipal, que ignora o legado de uma folia que movimenta bilhões na economia local, gerando empregos temporários, turismo e vitalidade democrática. Para Rafaela Barcala, porta-voz do Tarado Ni Você, a prefeitura deveria prover o mínimo essencial, como policiamento ostensivo e limpeza eficiente, já que a festa impulsiona o PIB paulista sem contrapartidas proporcionais.
O histórico do bloco ilustra perfeitamente essa saga de precariedade e resiliência. Nascido em 2014 como tributo à obra de Caetano Veloso, o Tarado Ni Você consolidou-se como um dos pilares do Carnaval de rua, arrastando multidões com repertórios que fundem Tropicália a ritmos contemporâneos, sempre sob o signo da irreverência queer e feminista. Em 2023, enfrentou exclusão por inscrição tardia no cadastro municipal, forçando uma reunião de emergência para debater alternativas, mas emergiu vitorioso nos anos subsequentes graças a vaquinhas online e apoios pontuais. Nesta edição, a confirmação de patrocínio da Amstel, a três dias da folia, salvou o desfile de um colapso iminente, após paralisação da produção e cogitação de empréstimos bancários, mas o episódio escancarou as fragilidades do modelo híbrido de financiamento, dependente de editais capengas e captações exaustivas.
Críticos culturais, como aqueles vinculados à Universidade de São Paulo, interpretam o levante como sintoma de uma gentrificação carnavalesca, onde a essência comunitária e periférica da festa é sufocada pelo espetáculo corporativo. Enquanto megablocos como Acadêmicos do Baixada ou Gaviões da Fiel ostentam estruturas milionárias no Anhembi, blocos autônomos lutam por banheiros químicos, grades de contenção e som potente, agravados por problemas crônicos como superlotação, furtos de celulares e banheiros a céu aberto no Centro, conforme relatos do G1 durante os primeiros dias de folia. A Prefeitura rebate em notas oficiais, destacando a política de fomento iniciada em 2024 e a infraestrutura para o maior Carnaval do Brasil, mas organizadores contrapõem que o corte orçamentário reflete prioridades equivocadas, em uma cidade que viu o pré-Carnaval marcado por sujeira e caos logístico.
O protesto do Tarado Ni Você, portanto, transcende o lamento conjuntural para afirmar uma identidade política intrínseca ao bloco, que desde sua gênese incorpora dissidências contra o conservadorismo e a mercantilização cultural. Com fantasias evocando o cinema transcendental de Caetano, os foliões serpentearam pelas avenidas, entoando Tropicália e Sampa como hinos de resistência, enquanto faixas e performances teatrais ironizavam a privatização da folia. Especialistas em políticas culturais, como os do Observatório do Carnaval Paulista, preveem que ações como essa catalisem reformas, pressionando por um edital mais inclusivo e verbas fixas para blocos raiz, preservando a pluralidade que distingue São Paulo de Rio ou Salvador. Em meio a 15 milhões de participantes estimados, o gesto reafirma o Carnaval como arena de cidadania, onde o samba não apenas diverte, mas interpela o poder constituído.
Enquanto a noite avançava, com o Centro pulsante de batuques e confetes, o Tarado Ni Você dispersou-se sem incidentes, mas com a semente do inconformismo plantada. A gestão Nunes, pressionada por opositores no Legislativo municipal, pode rever posturas ante os balanços pós-folia, especialmente se dados econômicos confirmarem o impacto bilionário da festa. Para os fazedores de cultura, o recado é claro: o Carnaval de rua não é commodity negociável, mas patrimônio imaterial que demanda cultivo público. Assim, em 2026, sob o signo de Caetano, São Paulo dança entre a festa e a luta, garantindo que a voz dos pequenos blocos não seja engolida pelo tropel dos gigantes.
Marcelo Henrique de Carvalho, editor-chefe
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Ambulantes acampam no Ibirapuera para garantir vaga nos blocos de Carnaval


Enquanto milhares de foliões ocupam as ruas para curtir o Carnaval em São Paulo, outro grupo trava sua própria disputa nos bastidores da festa: os ambulantes. Desde a semana anterior ao início oficial da folia, trabalhadores informais foram vistos acampados no entorno do Parque Ibirapuera, na zona sul da capital, para garantir espaço nos megablocos que desfilam pela região.
Durante o pré-Carnaval, dezenas de vendedores montaram barracas improvisadas e passaram noites no local para assegurar um ponto estratégico de trabalho.
Megablocos arrastam multidões
O Ibirapuera tem sido palco de alguns dos maiores blocos da cidade. No pré-Carnaval, o megabloco da cantora Ivete Sangalo, com o bloco Quem Pede, Pede, reuniu cerca de 1,2 milhão de pessoas.
Já neste sábado (14), a Avenida Pedro Álvares Cabral entre o Obelisco e o Monumento às Bandeiras recebeu a segunda edição do CarnaLau, comandado por Lauana Prado. A cantora celebrou o primeiro Carnaval grávida e destacou a emoção de viver o momento ao lado do filho.
Também no Ibirapuera, o bloco Agrada Gregos contou com a participação de Gretchen, que animou o público ao som do clássico “Conga, Conga, Conga”.
Credenciamento e estrutura
A Ambev, patrocinadora oficial do Carnaval de São Paulo, cadastrou cerca de 15 mil ambulantes para atuar oficialmente entre os dias 7 e 22 de fevereiro.
Os trabalhadores credenciados recebem:
- Credencial oficial
- Colete e boné
- Guarda-sol
- Isopor
- Acesso à pré-venda de produtos
- Capacitação gratuita
O treinamento inclui orientações sobre técnicas de venda, atendimento ao cliente e consumo responsável de bebidas alcoólicas.
Disputa por espaço
Apesar do credenciamento, a alta demanda por pontos estratégicos nos blocos faz com que muitos ambulantes cheguem dias antes aos locais dos desfiles. Em áreas de grande concentração, como o Ibirapuera, a disputa por espaço se intensifica à medida que os megablocos atraem centenas de milhares de foliões.
O Carnaval de rua da capital paulista conta com 627 blocos espalhados pela cidade neste ano, consolidando São Paulo como um dos principais destinos da folia no país.
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Ilú Obá De Min e Banda do Trem Elétrico abrem Carnaval de Rua em São Paulo


A capital paulista dá início oficialmente ao Carnaval de Rua nesta sexta-feira (13) com os desfiles do Bloco Afro Ilú Obá De Min e da Banda do Trem Elétrico, que ocupam o centro histórico da cidade. Ao todo, somando pré-Carnaval, Carnaval e pós-Carnaval, São Paulo terá 627 blocos espalhados por diferentes regiões.
Fundado em 2004 pelas artistas Beth Beli, Girlei Miranda, Nega Duda e Adriana Aragão, o Ilú Obá De Min chega aos 21 anos de desfiles no carnaval paulistano. Em 2026, o grupo apresenta a Ópera Negra Obaomin – A Soberania de Yemanjá Ogunté, com enredo que reverencia a trajetória de Ifátinùké, também conhecida como Inês Joaquina da Costa, importante sacerdotisa africana ligada à tradição iorubá.
O cortejo celebra a ancestralidade e o matriarcado negro, com cerca de 400 integrantes entre bateria e corpo de dança. A concentração está marcada para as 19h, na Praça da República, seguindo pela Avenida São Luís, Rua da Consolação, Rua Cel. Xavier de Toledo, Praça Ramos de Azevedo, até o Largo do Paissandu.
Além da apresentação desta sexta-feira, o bloco volta às ruas no domingo (15), às 14h, com saída da Rua Conselheiro Brotero, 195.
Já a tradicional Banda do Trem Elétrico, criada por metroviários em 1984, concentra-se às 18h na Rua Matias Aires com a Rua Augusta. O trajeto inclui as ruas Martins Fontes e Cel. Xavier de Toledo, passando pela Praça Ramos de Azevedo até a Rua da Consolação.
Desfiles desta sexta-feira (13)
Banda do Trem Elétrico
18h – Rua Matias Aires, 404
Bloco Afro Ilú Obá De Min
19h – Praça da República, 386
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Previsão indica calor e pancadas isoladas de chuva nesta sexta-feira (13) em SP


Sensação de abafamento predomina; região de Registro não tem previsão de chuva significativa
A previsão do tempo para esta sexta-feira (13) indica sol com poucas nuvens em todo o Estado de São Paulo, segundo informações da Defesa Civil estadual. As temperaturas elevadas devem provocar sensação de calor e abafamento ao longo do dia.
Durante a tarde, a combinação de calor e umidade pode favorecer a ocorrência de pancadas de chuva isoladas, acompanhadas de raios e rajadas de vento em praticamente todas as regiões do estado.
A exceção é a região de Registro, onde não há previsão de chuva significativa.
Temperaturas
Na capital paulista, os termômetros devem variar entre 20°C e 31°C.
Em Bauru, as temperaturas previstas ficam entre 22°C e 33°C.
A Defesa Civil orienta a população a acompanhar as atualizações meteorológicas e os alertas oficiais, especialmente em caso de mudanças nas condições climáticas.
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Fiscalização de bebidas é reforçada no Carnaval para prevenir fraudes e riscos à saúde
Fiscalização de bebidas é reforçada no Carnaval para prevenir fraudes e riscos à saúde


Auditores federais intensificam inspeções para coibir produtos adulterados e irregulares
Com a proximidade do Carnaval e o aumento no consumo de bebidas alcoólicas em todo o país, órgãos de fiscalização ampliam o monitoramento sobre a produção e a comercialização desses produtos. A atuação é conduzida por auditores fiscais federais agropecuários, responsáveis por verificar a qualidade, a procedência e o cumprimento das normas sanitárias.
Segundo o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (ANFFA Sindical), a elevação da demanda no período aumenta o risco de circulação de bebidas adulteradas, falsificadas ou fora dos padrões legais, o que pode provocar intoxicações e outros problemas de saúde.
Fiscalização ao longo da cadeia produtiva
A inspeção ocorre em diferentes etapas da cadeia produtiva, incluindo produção, industrialização, transporte, armazenamento, importação, exportação e comercialização.
Os auditores atuam em fábricas, centros de distribuição, estabelecimentos comerciais, portos, aeroportos e fronteiras terrestres. As ações incluem análise documental, verificação das condições sanitárias das cargas e exames laboratoriais.
Durante o Carnaval, parte dos profissionais atua em regime de plantão para garantir o controle do abastecimento no período de maior circulação de mercadorias.
Prevenção e combate a irregularidades
De acordo com o presidente do ANFFA Sindical, Janus Pablo, a fiscalização busca evitar fraudes, coibir a circulação de produtos sem procedência e proteger a saúde da população.
Além da proteção ao consumidor, o trabalho também contribui para o combate ao contrabando e para a manutenção da concorrência regular entre empresas que seguem as normas sanitárias e legais.
As ações de fiscalização são permanentes e integram o sistema de controle sanitário federal voltado à segurança dos alimentos e bebidas comercializados no país.
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Comunicação no autismo vai além da fala e amplia caminhos para inclusão


A comunicação humana não se restringe à comunicação verbal. Gestos, expressões faciais, olhares e até o silêncio podem dizer muito, especialmente no Transtorno do Espectro Autista (TEA). Especialistas alertam que limitar a comunicação apenas à fala pode aumentar frustrações e dificultar o desenvolvimento de crianças no espectro, enquanto estratégias que valorizam formas alternativas de expressão têm mostrado impactos positivos na interação social e na qualidade de vida.
No TEA, essa diversidade comunicativa é ainda mais evidente: algumas crianças desenvolvem a fala cedo, enquanto outras apresentam atrasos significativos ou não chegam a desenvolver uma fala funcional. Especialistas ressaltam que, para determinados perfis do espectro, a comunicação acontece por vias alternativas, e reconhecê-las é fundamental para garantir desenvolvimento, autonomia e inclusão.
Nesse contexto, a Comunicação Aumentativa e Alternativa (CAA) tem se mostrado uma estratégia transformadora. A abordagem reúne recursos e técnicas que auxiliam ou substituem temporariamente a fala, como pranchas de imagens, gestos, sinais manuais, sistemas de troca de figuras e aplicativos de alta tecnologia. O objetivo é ampliar a comunicação funcional, permitindo que a pessoa consiga expressar desejos, necessidades, emoções e intenções de forma eficaz.
“A comunicação funcional não se limita à fala. Quando uma criança aponta, troca uma figura por um objeto desejado, utiliza um gesto ou direciona o olhar, ela está se comunicando. E isso precisa ser valorizado desde cedo”, explica Judithe Telles, fonoaudióloga da Clínica Hertz.
Um artigo publicado na revista CoDAS (2020) analisou os impactos da intervenção fonoaudiológica com o uso da CAA em crianças com autismo, e apontou um aumento médio superior a 50% nos atos comunicativos após a introdução de sistemas como o PECS adaptado (Picture Exchange Communication System). As crianças passaram a expressar pedidos, comentários e iniciar interações sociais de maneira mais consistente, o que contribuiu também para a redução de frustrações.
Segundo Judithe, um dos principais mitos que ainda cercam a CAA é a ideia de que o uso de recursos alternativos pode atrasar o desenvolvimento da fala. “As evidências científicas mostram exatamente o contrário. A CAA não inibe a fala, inclusive, quanto antes for introduzida, melhor, ela cria um ambiente mais favorável para que a comunicação verbal aconteça”, afirma.
Recursos de baixa tecnologia, como pranchas impressas e flipbooks, convivem com soluções digitais e aplicativos, garantindo que cada pessoa encontre o meio mais acessível de comunicação. “Não existe um recurso melhor do que o outro. Existe o recurso que faz sentido para aquela criança, naquele momento do desenvolvimento”, reforça Judithe.
No contexto brasileiro, iniciativas do Sistema Único de Saúde (SUS) e de clínicas especializadas têm ampliado o acesso a essas estratégias, favorecendo a inclusão escolar e social. Para especialistas, o desafio ainda está em combater crenças equivocadas, e investir em avaliações multidisciplinares que permitam personalizar o suporte comunicativo.
Reconhecer que comunicar não é apenas falar, mas também gesticular, apontar, trocar imagens ou estabelecer contato visual, é um passo essencial para garantir direitos e inclusão. Em um mundo que valoriza cada vez mais a diversidade, compreender que a comunicação no autismo vai além da fala é fundamental. Toda comunicação importa, verbal ou não.
Bar fecha calçada e vende “camarote” para assistir bloco na Consolação


Restaurante Sujinho divulga reserva de mesas durante Carnaval; Prefeitura diz que vai apurar o caso
O restaurante e bar Sujinho tem fechado a calçada em frente a uma de suas unidades na Rua da Consolação, região central de São Paulo, para oferecer reservas de mesas durante a passagem de blocos de Carnaval. A iniciativa foi divulgada nas redes sociais do estabelecimento, que menciona a venda de espaços para acompanhar os desfiles “com conforto”.
A prática gerou questionamentos do vereador Nabil Bonduki (PT), que acionou a Prefeitura de São Paulo alegando possível “privatização ilegal do espaço público”. O restaurante nega irregularidades e afirma possuir autorização para ocupação da calçada. A gestão municipal informou que irá apurar o caso.
Entenda a situação
A unidade Churrascaria do Sujinho possui autorização da Subprefeitura da Sé desde 2004 para instalar mesas na calçada, por meio do Termo de Permissão de Uso (TPU). A autorização permite a ocupação parcial do passeio público, desde que seja mantido espaço livre para circulação de pedestres.
No entanto, publicação nas redes sociais do estabelecimento mostra a calçada fechada durante a passagem de blocos. No material divulgado, o restaurante informa cobrança antecipada de R$ 250 por pessoa, valor revertido em consumação mínima. Também são mencionadas opções de “camarote” no terraço e área com open bar em frente à unidade Cafeteria, cujo preço não foi informado.
Nas imagens, aparecem grades amarelas e pretas bloqueando o acesso à área externa, além das grades fixas já instaladas pela Prefeitura na via.
Questionamento à Prefeitura
O vereador Nabil Bonduki encaminhou ofício à Prefeitura solicitando fiscalização imediata e esclarecimentos sobre eventual autorização para a atividade.
“A ocupação privada e paga de calçadas durante o Carnaval representa não apenas uma infração administrativa, mas também um precedente extremamente grave de privatização ilegal do espaço público”, afirma o documento enviado pelo parlamentar.
Posicionamento do estabelecimento
Em contato com a imprensa, a gerente Ursula confirmou a reserva de mesas na calçada da unidade Churrascaria, mas negou que se trate de “camarote”.
Segundo ela, o valor de R$ 250 corresponde à consumação mínima das mesas externas e a estrutura utiliza grades fixas já existentes no local, com objetivo de controle de público e segurança.
A gerente também afirmou que as unidades foram impactadas pela superlotação dos blocos no último domingo e relatou falta de banheiros químicos e episódios de tumulto.
“O Sujinho sempre participou do Carnaval e nunca tivemos esse tipo de problema. Sofremos danos materiais por conta da falta de controle do evento”, declarou.
A Prefeitura de São Paulo informou que o caso será apurado.
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O que significa divulgação garantida de notícias em um cenário de inteligência artificial
A forma como empresas constroem visibilidade e reputação no ambiente digital vem passando por uma transformação estrutural. A lógica baseada em cliques, palavras-chave e alcance pontual começa a ser substituída por sistemas de inteligência artificial capazes de sintetizar informações e entregar respostas diretas a usuários. Nesse novo cenário, a divulgação garantida de notícias passa a ser interpretada como um elemento estratégico da comunicação corporativa.
Tradicionalmente, a divulgação de notícias esteve associada ao envio de press releases e à expectativa de interesse espontâneo por parte das redações. Embora esse modelo continue relevante, ele convive agora com uma dinâmica em que a previsibilidade editorial se torna um ativo. Em vez de depender exclusivamente de oportunidades pontuais, empresas passam a buscar presença estruturada e recorrente em ambientes jornalísticos reconhecidos.
A ascensão da IA generativa contribui para essa mudança. Diferentemente dos mecanismos tradicionais de busca, os modelos baseados em linguagem utilizam conteúdos públicos confiáveis como base para interpretar setores, empresas e tendências. Reportagens, análises e matérias jornalísticas funcionam como camadas estruturais de dados, influenciando como marcas são descritas, contextualizadas ou associadas a determinados temas nas respostas automatizadas.
Nesse contexto, a divulgação garantida não se confunde com publicidade ou promoção direta. Trata-se da previsibilidade de publicação em veículos jornalísticos legítimos, com enquadramento informativo, linguagem neutra e dados verificáveis. Esses atributos são fundamentais para que o conteúdo seja interpretado como fonte confiável tanto por leitores humanos quanto por sistemas algorítmicos.
Do ponto de vista da estratégia corporativa, a previsibilidade editorial contribui para reduzir assimetrias reputacionais. Ao construir um histórico público contínuo, as empresas passam a exercer maior controle sobre o contexto em que são associadas a debates de mercado, inovação, governança ou desempenho setorial. Esse histórico tende a ser absorvido pelos modelos de IA ao longo do tempo.
Para Isadora Reis, fundadora e CEO da PulseBrand, a divulgação garantida assume uma função estrutural na economia informacional mediada por IA. “Os modelos não criam reputação do zero. Eles refletem padrões consolidados no espaço público. A previsibilidade editorial permite que a marca exista de forma clara e consistente nesse ambiente de dados”, afirma.
A mudança também reposiciona o papel das relações públicas. O PR deixa de atuar apenas como instrumento de visibilidade pontual e passa a integrar a infraestrutura de descoberta das empresas. Em um cenário em que decisões iniciais de consumidores, investidores e parceiros são cada vez mais influenciadas por respostas automatizadas, a presença editorial consistente se torna parte da governança reputacional.
À medida que a inteligência artificial se consolida como camada intermediária entre empresas e público, a divulgação garantida de notícias deixa de ser uma tática operacional e passa a funcionar como componente estratégico da construção de autoridade, credibilidade e visibilidade no longo prazo.
Sabesp reforça operação de abastecimento de água para o Carnaval 2026


Companhia mobiliza caminhões-pipa, geradores e estações móveis para garantir fornecimento durante o período de festas
A Sabesp anunciou um conjunto de ações preventivas para garantir o abastecimento de água durante o Carnaval 2026 em todo o estado de São Paulo. A operação especial inclui reforço operacional, monitoramento em tempo real e mobilização de equipamentos estratégicos para atender regiões com maior demanda durante o feriado prolongado.
Entre as medidas adotadas estão a mobilização de 288 caminhões-pipa, 114 geradores de energia elétrica, 10 estações móveis de tratamento de água (ETAs) e 157 bombas destinadas ao atendimento de ocorrências emergenciais. Os equipamentos serão concentrados principalmente na Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, Litoral Norte, Vale do Paraíba e outras áreas consideradas sensíveis.
As ações terão duração até o dia 22 de fevereiro, período que abrange os principais dias de Carnaval. A companhia também reforçou suas equipes de campo e implantou um sistema especial de monitoramento com acompanhamento em tempo real das operações.
Segundo a diretora de Operação e Manutenção da Sabesp, Débora Longo, o planejamento busca reduzir impactos e assegurar a continuidade dos serviços.
“Esse esforço da companhia é voltado a minimizar os impactos de possíveis problemas e garantir que o abastecimento ocorra dentro da normalidade, mesmo diante de grandes eventos. A Sabesp se preparou para atender à população o mais rápido possível”, afirmou.
Historicamente, o Carnaval registra aumento expressivo no consumo de água, impulsionado pelas altas temperaturas do verão. Em alguns locais, a demanda pode crescer até 50% acima da média, o que, somado a períodos de estiagem e ondas de calor mais frequentes, pode provocar oscilações pontuais no fornecimento.
A Sabesp reconhece que os desafios do abastecimento no estado são estruturais e envolvem um sistema complexo e altamente demandado. Para enfrentar esse cenário, a empresa mantém investimentos contínuos em obras de modernização e ampliação da infraestrutura.
Somente em 2025, os investimentos da companhia superaram R$ 15,2 bilhões, posicionando a Sabesp entre as empresas que mais investem no país, considerando as companhias listadas na Bolsa de Valores.
Durante o período de Carnaval, a população poderá registrar ocorrências e solicitações pelos canais oficiais da companhia:
- Central de Atendimento: 0800 055 0195
- WhatsApp: (11) 3388-8000
- Agência Virtual: www.sabesp.com.br
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